Toda a gente sabe que o negócio do Google assenta na publicidade gerada em torno do motor de pesquisa mais famoso e utilizado em todo o mundo. O sistema AdWords e o AdSense permitem colocar publicidade contextualizada com a pesquisa e apresentar resultados que favoreçam as empresas com planos AdWords.
Acontece que um gigante como este não pára, sobretudo numa fase em que o Bing da Microsoft se dá ares de escalar e poder vir a fazer estragos. Lançado em Abril, em Maio já detinha quota de 8%, subindo para os 10% em Novembro (Fonte: Comstore). Também a aliança Microsoft-Yahoo pode reforçar a posição. Para já, o Yahoo continua a perder terreno, descendo dos 21% para os 17,5%. Mais movimentações testemunham esta preocupação num bom posicionamento no espaço das pesquisas. A Microsoft criou um centro de tecnologia especialmente vocacionado para a pesquisa. O objectivo é entender a forma como os chineses pesquisam e o que precisam como resultados. Na China, o Google tem uma fatia de 30%, mas o monopólio cabe ao Baidu, motor de pesquisa chinês. Quem conseguir conquistar o mercado chinês sobe imediatamente nos rankings e tem as empresas de todo o mundo a seus pés, pois entrar no mercado chinês passa pela estratégia de muitas organizações.
Voltando porém ao tema das novas tendências e produtos de pesquisa, a nova cartada é a pesquisa em tempo real. Nada que as pesquisas específicas do Twitter, por exemplo, não fizessem. No entanto, com outra amplitude e impacto, porque combinada com toda a Web indexada pelos motores. Com esta nova característica das pesquisas, passa a ser possível saber quanto se vai encaixar numa campanha de marketing na Web, já que ao escolher as palavras de pesquisa se atribui logo um valor. Isto, porque os resultados incluem toda a produção, mesmo a que é lançada na Web nos segundos que antecedem a nossa pesquisa, que passa a integrar resultados das redes sociais, blogs. Aliás, não é por acaso que o Google e o Microsoft/ Bing têm negociado com Twitter, Facebook, My Space; eles querem introduzir os conteúdos sociais nas pesquisas dos seus motores.
Segundo as mais recentes críticas e comparativos no ZDNet, Read & Write Web, o Google leva a melhor porque cria uma experiência mais rica para o utilizador e integra efectivamente os dados mais recentes nos resultados. O Bing parece que faz uma pesquisa ao Twitter como se fosse mais um programa de pesquisa que um motor que questiona toda a Web em simultâneo. Contudo, é preciso perceber que esta característica não influencia os consumidores, antes torna mais precisas e eficazes as campanhas. Graças a sinais e comportamentos do mercado/ consumidores monitorizados ao segundo, as empresas podem afinar as suas estratégias publicitárias e comunicativas e o Google e outros players podem fazer mais dinheiro.
Ainda neste capítulo da aposta forte na dupla publicidade/ pesquisa, o Google prepara-se para adquirir a AdMob, empresa especializada em publicidade para telemóveis, o que está a suscitar reacções anti-monopólio.
Mas nem só de publicidade se faz o mundo da pesquisa que vai dar muito que falar nos próximos tempos. Perfilam-se novas tecnologias que começam a ser testadas e generalizadas para comercialização. É o caso do Google Googles para o Android que permite pesquisar por imagem. Ou seja, a pessoa introduz no sistema não uma expressão escrita, mas uma imagem digitalizada ou capturada na hora. Funciona já com milhões de objectos, embora ainda seja experimental. Falamos de quadros de artistas, cartões de visita, rótulos de produtos, lugares, livros, CD, estabelecimentos comerciais, logótipos, marcas, etc. Toda a informação na Web relacionada com esse objecto é imediatamente pesquisada e apresentada de forma útil, fazendo sugestões. Veja-se o caso apresentado pelos engenheiros do Google com o cartão de visita: pode-se adicionar o contacto, chamar, enviar email, etc.
A esta tecnologia chama-se visual search, e também o Bing já a disponibiliza. Mas outros tópicos de pesquisa como o voice search, image search, translations on-the-fly, web semantic search e web semantic for advertising, ocupar-nos-ão brevemente e, podem estar certos, que mudarão totalmente a face da pesquisa como hoje a conhecemos. Uma coisa é certa, quem dominar o mercado da pesquisa, é rei e senhor!
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