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	<title>Agulha no Palheiro</title>
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	<description>Apontamentos do mundo da informação</description>
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		<title>Fontes ao alcance de todos &#8211; parte III</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Aug 2010 18:48:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cláudia Amorim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Instrumentos]]></category>
		<category><![CDATA[Produtos]]></category>
		<category><![CDATA[@font-face]]></category>
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		<description><![CDATA[Esta é a última parte da minha odisseia em torno das fontes para web com experiências à mistura. Espero que gostem e dêem feedback da vossa perspectiva e uso deste novo meio.
Vantagens claras do uso de fontes web

qualidade que dá ao resultado final com um toque distinto e mmais carácter quando as fontes são bem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Esta é a última parte da minha odisseia em torno das fontes para web com experiências à mistura. Espero que gostem e dêem feedback da vossa perspectiva e uso deste novo meio.</p>
<h4>Vantagens claras do uso de fontes web</h4>
<ul>
<li>qualidade que dá ao resultado final com um toque distinto e mmais carácter quando as fontes são bem usadas</li>
<li>facilidade de uso, pois só se acrescentam umas linhas de código</li>
<li>websites menos carregados de ficheiros pesados, sem a anterior necessidade de usar imagens de background onde texto estava plasmado. Agora a fonte é gerada on the fly</li>
<li>versatilidade prometida pela dupla revolucionária HTML5 e CSS3, já que passa a ser possível criar efeitos sombra, rotação</li>
<li>funcionamento em todos os navegadores, estando para breve o uso em smartphones e tablets</li>
<li>comodidade máxima, permitindo muitas vezes (sobretudo no caso de fontes open source) o uso no desktop com download e trabalho offline</li>
</ul>
<h4>Escolher e editar fontes</h4>
<p>Alguns conselhos são do bom senso e funcionam para a tipografia em geral, mas outros são específicos da web. Há quem defenda até que a tradição deve ser esquecida, porque há cânones não aplicáveis ao ambiente www.<br />
Usar com moderação as fontes numa mesma página ou site, caso contrário obtém-se uma salada russa sem qualquer interesse ou função.</p>
<p>Não ir com ideias feitas acerca das fontes serifadas e não serifadas. Esta chamada de atenção vem de John Boardley <a class="wpGallery" title="on-choosing-type" href="http://ilovetypography.com/2008/04/04/on-choosing-type/" target="_blank">neste artigo</a> em que afirma que é comum ver-se tipos com um efeito espectacular na web e muito maus no papel e vice-versa. Aconselha a ler o texto, a experienciar a leitura e a usabilidade dos tipos escolhidos e a realizar testes, inclusive em vários monitores.</p>
<p>Ser criterioso na escolha da fonte, porque a fonte não é mero veículo de sentido. Ela tem também uma carga e pode tornar-se mais facilmente memorável, reconhecível, familiar. Por exemplo a helvetica perdura na memória.</p>
<p>Procurar a expressão máxima da fonte: bom controlo do contraste; tamanho não inferior a 10/12px, de preferência deve ser maior; uso de caixas e hierarquia de fontes; ceder espaço para o texto respirar; usar a largura entre as letras adequada (line-height), são ainda <a class="wpGallery" title="a-guide-to-web-typography" href="http://ilovetypography.com/2008/02/28/a-guide-to-web-typography/" target="_blank">outros pontos sublinhados</a>.</p>
<h4>Comportamento dos navegadores</h4>
<p>Com a solução @font-face são os navegadores que processam a fonte. O formato WOFF será no futuro usado por quase todos os navegadores, mas para já o cenário é o seguinte:</p>
<ul>
<li>TTF &#8211; para Firefox 3.5+, Opera 10+, Safari 3.1+, Chrome 4.0.249.4+</li>
<li>EOT &#8211; para Internet Explorer 4+</li>
<li>WOFF &#8211; para Firefox 3.6+, Internet Explorer 9+, Chrome 5+</li>
<li>SVG &#8211; para iPad, iPhone</li>
</ul>
<p>A forma de processar de cada navegador é diferente. Enquanto uma página com fontes @font-face é carregada, há dois comportamentos típicos: no caso do Chrome, Safari, IE, o espaço onde as fontes vão aparecer mostra-se em branco até ficarem totalmente carregadas e disponíveis. No caso do Firefox, é carregado um formato de fonte por defeito que é substituído pela fonte seleccionada assim que ela fica disponível.</p>
<p>À pergunta se o processamento das fontes pelos navegadores torna as páginas mais difícies de carregar, há para já algum risco disso, sobretudo se é necessário carregar muitas fontes. Por isso é tão importante a plataforma que disponibiliza as fontes e o uso comedido e responsável das mesmas. Porém, há um truque para minimizar efeitos que consiste em colocar a tag &lt;link&gt; refernte à fonte em primeiro lugar. O Web Font Loader do Google/ Typekit é um aplicativo em java que optimiza e parametriza este processo.</p>
<h4>Recursos de excelência</h4>
<p><a class="wpGallery" title="alistapart" href="http://www.alistapart.com/topics/topic/web-fonts" target="_blank"><img class="alignleft" style="margin-right: 30px;" title="A list apart" src="http://www.alistapart.com/pix/alalogo.gif" alt="" width="114" height="185" /></a>A tipografia é uma paixão e os seus profissionais levam-na muito a sério. Os blogues transpiram conteúdos muito pertinentes, além de serem eles próprios um exemplo do bom uso das fontes. Quem achava que a tipografia estaria condenada, que se desengane, porque o fôlego é maior e a força dos tipos é imparável. São muito profissionais envolvidos e com muita experiência (tipógrafos, webdesigners, editores, criativos, comunicadores&#8230;)</p>
<p><em><strong>A </strong></em><strong><em>list apart</em></strong> tem bons artigos e dá perspectiva histórica</p>
<p><strong><em>I Love typography</em></strong> tem também muitos tópicos sumarentos e bom gosto.</p>
<p><a class="wpGallery" title="ilovetypography" href="http://ilovetypography.com" target="_blank"><img class="alignleft" title="I love typography" src="http://ilovetypography.com/img/altheads/skolar-italic.png" alt="" width="589" height="93" /></a></p>
<h4>Aplicação prática</h4>
<p>O procedimento é muito simples, como se pode ver nesta sequência de passos. Fiz a experiência neste mesmo blog do Wordpress, que dá acesso aos ficheiros css ou php através da interface. Mas qualquer tipo de blog ou website permitem com mais ou menos facilidade realizar isto mesmo.</p>
<h6>Experiência com Google Font Directory</h6>
<ol>
<li> Criar tag HTML nova a que vou aplicar o estilo, caso contrário terei a fonte por todo o site se usar uma das existentes. No exemplo, crio a tag exp1 (experiência 1)</li>
<li>Guardar a nova tag no ficheiro style.css exp1 {   }</li>
<li>Ir a Google Web Fonts http://code.google.com/webfonts</li>
<li>Escolher a fonte pretendida, clicando depois em Get the code e copiar essa linha de código</li>
<li>Colar essa linha no ficheiro header.php, na parte referente ao head, no início da lista de links que houver</li>
<li>Ir de novo ao ficheiro styles.csss e editar o estilo para a tag criada ou ir afinando de acordo com o efeito pretendido {font-family: &#8216;Reenie Beanie&#8217;, arial, serif; font-size: 30px; }</li>
<li>Escrever num texto (modo HTML) o texto aplicando-lhe a tag criada</li>
</ol>
<p>
<exp1>Escrito com a fonte Reenie Beanie do Google Fonts Directory<exp2><br />
</p>
<h6>Experiência com Font Squirrel</h6>
<ol>
<li> Criar tag HTML nova a que vou aplicar o estilo, caso contrário terei a fonte por todo o site se usar uma das existentes. No exemplo, crio a tag exp2 (experiência 2)</li>
<li> Escolher fonte no Font Squirrel, ler a licença e descarregar o zip @font-face</li>
<li> Descomprimir o ficheiro e copiálo para o directório de ficheiros do website/ blog (no caso coloquei na pasta /wp-content)</li>
<li> Abrir o ficheiro stylesheet.css e copiar o seu conteúdo (declaração @font-face)</li>
<li> Abrir o ficheiro style.css e colar a declaração copiada anteriormente: @font-face { font-family: &#8216;GondolaSDRegular&#8217;; src: url(&#8217;/wp-content/Gondola-SD-fontfacekit/Gondola_SD-webfont.eot&#8217;); &#8230;}</li>
<li>Acrescentar uma linha no mesmo ficheiro style.css com a tag exp2 em que se chama o tipo em teste: exp2 { font-family: &#8216;GondolaSDRegular&#8217;, arial, serif; }</li>
<li>Escrever num texto (modo HTML) o texto aplicando-lhe a tag criada</li>
</ol>
<p>Nota: é preciso ter em atenção na definição do URl que é preciso dizer onde está a pasta com os ficheiros da fonte. O path deve ter /.<br />
<br />
<exp2>Escrito com a fonte Gondola Regular do Font Squirrel</exp2><br />
</p>
<h4>Conclusão</h4>
<p>Abrem-se muitas possibilidades com esta forma tão simples e rápida de obter fontes. Relativamente às plataformas, inclino-me para a Font Squirrel já que tem muito mais fontes que o Google e é 100% free. Devemos contudo ter o cuidado de seguir escrupulosamente as indicações de licença dos respectivos autores e actuar em conformidade. Na maior parte dos casos, o que é determinantemente proibido é comercializar e vender/ redistribuir a fonte.<br />
Boas experiências com estes novos serviços.</p>
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		<title>Fontes ao alcance de todos &#8211; parte II</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Aug 2010 09:59:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cláudia Amorim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Instrumentos]]></category>
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		<category><![CDATA[fontes web]]></category>
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		<description><![CDATA[Dediquei algum tempo a sondar as plataformas que oferecem alojamento, pesquisa, download, licenciamento e serviços acrescentados na área das fontes para a web. Apesar da variedade, impõe-se uma linha, por um lado a de facilitar ao máximo a vida aos webdesigners, por outro a oferta de produtos/ serviços freebies, ou seja, gratuitos ou parcialmente gratuitos.
A [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dediquei algum tempo a sondar as plataformas que oferecem alojamento, pesquisa, download, licenciamento e serviços acrescentados na área das fontes para a web. Apesar da variedade, impõe-se uma linha, por um lado a de facilitar ao máximo a vida aos webdesigners, por outro a oferta de produtos/ serviços freebies, ou seja, gratuitos ou parcialmente gratuitos.</p>
<p>A onda começou com projectos como o Typekit e Kernest, mas seguiram-se muitos outros. O curioso é que as plataformas open source estão ao nível e até acima das plataformas comerciais.</p>
<p>Muitas consiuderações vão sendo feitas a propósito dos vários modelos de negócio. Muitos defendem que a qualidade e grande quantidade de fontes livres existentes não faz crer que as plataforma scomerciais venham a ter muito sucesso. Outros acham ridículo o zelo excessivo em criar e controlar licenças de fontes para a web de usos em PC, numa época em que a publicação é sobretudo no ambiente web. Enfim, é sem dúvida um tema quente e em que tudo é questionado, inclusive os cânones do uso convencional dos tipos.</p>
<p><a class="wpGallery" title="Googel Font Directory" href="http://code.google.com/webfonts" target="_blank"><img title="Google Fonts" src="http://www.google.com/images/logos/font_directory_logo_beta.gif" alt="" width="264" height="40" /></a></p>
<p>O projecto é ambicioso e organiza-se em três frentes, que concorrem para o mesmo fim, impulsionar e viabilizar o uso generalizado de fontes na web.</p>
<p>O lado mais visível e menos técnico é o <a class="wpGallery" title="Googel Font Directory" href="http://code.google.com/webfonts" target="_blank">Google Font Directory</a> que reúne num repositório aberto 18 fontes totalmente licenciadas para uso por qualquer um, com informação das fontes e autores. São poucas, mas é o pontapé de saída para uma colecção que aumentará sem dúvida, à custa de parcerias e de uploads dos utilizadores. Por enquanto esta funcionalidade não é possível, mas olhando as práticas da empresa noutros projectos, como o Android, por exemplo, tudo aponta para aí. Este directório é meramente informativo e de consulta/ pesquisa.</p>
<p>Outra face do mesmo projecto é o <a class="wpGallery" title="Googel Font API" href="http://code.google.com/apis/webfonts/" target="_blank">Google Font API</a>, a aplicação que permite embeber as fontes do repositório numa página/ sítio web, estabelecendo a comunicação entre o website destino e os serviços do Google de fornecimento das fontes disponibilizadas. A operação é muito simples e darei dela conta no próximo post.</p>
<p>O terceiro elemento do projecto, na realidade fruto de uma parceria com a Typekit, chama-se <a class="wpGallery" title="Webg Font Loader" href="http://code.google.com/intl/pt-PT/apis/webfonts/docs/webfont_loader.html" target="_blank">WebFont Loader</a> que faz o upload de fontes e controla a forma como é visualizada a fonte, sejam fontes com origem no repositório do Google, do Typekit ou do servidor da pessoa.</p>
<p><a class="wpGallery" title="Kernest" href="http://kernest.com/" target="_blank"><img title="Kernest" src="http://kernest.com/images/kernest_logo_by_aaron_fruit.gif?1278000302" alt="" width="211" height="50" /></a></p>
<p>Esta plataforma open source para fontes tem a virtude de ter sido pioneira, mas face aos seus comparsas, é tida como tendo um desempenho mais fraco, sobretudo quando comparada com o Typekit e mesmo o Typopheque.</p>
<p>Tal como todas, funciona como repositório, com pesquisa por vários critérios e um processo simplificado de 4 passos para a instalação de qualquer fonte no website desejado. Nos termos de uso, é claramente dito que o uso se limita exclusivamente aos browsers. Apesar de ser possível comprar fontes, a percentagem é residual e a preços acessíveis (máximo $15), porque o padrão são fontes gratuitas.</p>
<p>O responsável e mentor desta iniciativa, Garrick Van Buren, considera que é preferível disponibilizar fontes web nativas e licenças abertas, primeiro porque muita fontes de impressão não se adequam à web e são ficheiros pesados, por outro lado têm um passado de restrições que não se enquadra no novo ambiente. Na mesma linha posiciona-se Chank Diesel no texto “<a class="wpGallery" title="Estado das fontes web - artigo de Chank" href="https://www.chank.com/blog/" target="_blank">The Sad State of Today’s Web Typography – Fertile Ground for Font License Revolution</a>”, que entra no projecto.O uso pode ser materializado de duas formas: usando a @font-face ou fazendo download para instalação dos ficheiros da fonte no servidor do website.</p>
<p>A fonte é exibida sem qualquer necessidade de ficheiros javaScript, Flash ou utra tecnologia. O trabalho é feito inteiramente pelos navegadores, não importa quais.</p>
<p><a class="wpGallery" title="Typekit" href="http://typekit.com/" target="_blank"><img title="Typekit" src="http://typekit.com/images/typekit-site-logo.gif" alt="" width="95" height="25" /></a></p>
<p>Na origem do Typekit estão Jeffrey Veen e Jason Santa Maria que projectaram uma plataforma tecnológica de alojamento de fontes gratuitas e comerciais com implementação rápida, simples e excelente performance ao nível dos resultados de publicação nos websites. É aliás uma das bandeiras do Typekit, a qualidade dos seus servidores para lidar com os pedidos e satisfazer com profissionalismo os pedidos à plataforma orieundos de todo o mundo. Garantem também a protecção dos direitos de autor das fontes que aí são publicadas com restrições.</p>
<p>O funcionamento é simples: registo prévio, criação de kit (lista de websites we fontes a usar), com adição de linha de código de JavaScript ao ficheiro HTML de cada website. O CSS é editável no interface do Typekit.</p>
<p>São três os planos: personal, professional, performance, desde os $24,99 aos $99,9 variando o leque de fontes acessíveis, a quantidade de fontes a usar num website e o nº máximo de websites. Por $50/ano é possível ter acesso a todas as fontes e usar aplicá-las sem limite de nº de fontes e nº de sites. A <a class="wpGallery" title="BD de Brad Colbow sobre Typekit" href="http://bradcolbow.com/archive/view/the_brads_typekit/?p=86" target="_blank">BD</a> da autoria de Brad Colbow explica o funcionamento.</p>
<p><a class="wpGallery" title="Monotype" href="http://webfonts.fonts.com" target="_blank"><img title="Monotype" src="http://webfonts.fonts.com/Content/images/webfonts-logo.gif" alt="" width="309" height="52" /></a></p>
<p>Projecto que tem a Monotype Imaging por trás, sendo a versão web fonts do site fonts.com O que impressiona neste projecto é a quantidade de recursos: 2000 fontes gratuitas (na versão beta do lançamento da plataforma) e aguardam-se 7000 comerciais. O suporte multi-língua é outro ponto forte, o que não é de subestimar, quando o tema são fontes. Nesta fase, o registo é gratuito, mas depende de convites que são limitados, sendo que para tal se cria um projecto a que se associam determinadas fontes.</p>
<p>Como já esboçado, é preciso criar projectos ou um projecto em quatro etapas, depois de já estar provido de código de subscritor. Primeiro; escolher as fontes que deseja usar; listar os websites ou website em que deseja intervir; definir o CSS para as etiquetas do HTML (h1, h2, body, nav, etc.); adicionar uma linha de código no ficheiro HTML. Este sistema tem a vantagem de permitir gerir as fontes usadas em cada website, permitindo as alterações a partir do interface da plataforma sem ter de mexer de novo nos ficheiros do website em questão. Estes serviços de valor acrescentado é que acabam por marcar a diferença.</p>
<p><a class="wpGallery" title="The League of Moveable Types" href="http://www.theleagueofmoveabletype.com/" target="_blank"><img title="The League fo Moveable Types" src="http://www.theleagueofmoveabletype.com/images/logo.png" alt="" width="266" height="120" /></a></p>
<p>The League of Movable Type é um movimento interiramente open source. Os mentores, Caroline and Micah, sublinham a importância do projecto que não é contra as tipografias nem criadores de tipos, antes pelo contrário. Explicam que é uma forma de promoverem e aprenderem a estar na web. Defendem que um bom criador só ganha em disponibilizar um tipo criado por si para uso gratuito, tanto para fins comerciais como não. Porém, esclarecem que qualquer fonte modificada requererá uma licença open como a sua antecedente &#8211; SIL Open Font License.</p>
<p>É um projecto original que reúne para já 11 fontes de muito boa qualidade, já que a aceitação de fontes propostas para a colecção exige critérios elevados de qualidade.</p>
<p>As fontes estão prontas para download e uso por qualquer utilizador e são efectivamente bonitas e elegantes. Nos 11 tipos, é possível encontrar um leque variado.</p>
<p><a title="Font Squirrel" href="http://www.fontsquirrel.com/fontface" target="_blank"><img title="font-squirrel-logo" src="http://agulha.camorim.eu/wp-content/uploads/2010/08/font-squirrel-logo.png" alt="font-squirrel-logo" width="171" height="94" /></a></p>
<p>Reúne centenas de fontes, podendo ser descarregadas em ficheiro ttf simples ou em kit @font-face. Este kit traz a fonte em ficheiros de vários formatos formatos (ttf, eot, svg, woff), o texto da licença, uma demo e ainda o ficheiro css para ser colado no style.css do website.</p>
<p>Este repoistório oferece ainda a possibilidade de testar fontes com texto próprio, de submeter fontes através do seu @Font-Face Generator.</p>
<p>Relativamente às licenças aplicadas às fontes, é preciso ter em atenção e ler com cuidado a secção license em cada fonte, porque há licenças para todos os gostos. EM princípio, são os próprios autores que definem como querem que seja usada a fonte, se há restrições de uso, etc. Existe também disponível o contacto. No entanto, há muitas fontes que foram recolhidas na web e cuja autoria não foi reclamada (fontes &#8220;órfãs&#8221;). A Font Squirrel descarta responsabilidades relativamente a má interpretação e incorrecto uso das fontes. As licenças sem restrições são: End User License Agreement (EULA), SIL Open Font License.</p>
<p>OUTRAS</p>
<p>No <a title="Typotheque" href="http://im.typotheque.com" target="_blank">Typotheque</a> é possível comprar licenças de uso do software, havendo várias modalidades de uso: licença básica (utilizador único), multi-utilizador; @font-face com código para embeber; licença global, etc. Esta última não impõe qualquer restrição, como por exemplo o tráfego por mês.</p>
<p>Em <a title="Font Spring" href="http://www.fontspring.com/fontface" target="_blank">FontSpring</a> paga-se uma vez e tem-se acesso por subscrição anual a fonte para uso num website.</p>
<p>No <a title="Font Deck" href="http://fontdeck.com" target="_blank">FontDeck</a> a licença é paga à unidade e começa nos $6.49/ano, defendendo-se o custo à medida do uso.</p>
<p>Finalmente, em <a title="Just Another Foundry" href="http://justanotherfoundry.com/webfonts" target="_blank">Just Another Foundry</a> o preço de uma família começa nos $19/ano.</p>
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		<title>Fontes ao alcance de todos &#8211; Parte I</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Aug 2010 15:08:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cláudia Amorim</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Até aqui, o uso de fontes na web esteve bastante condicionado e limitado a peritos. Os condicionamentos eram múltiplos: o comportamento dos browsers, já que uns suportavam, outros não, e ainda as licenças e a questões de segurança. Outra complicação era o conhecimento técnico necessário para embeber fontes. E assim durante vários anos, na web [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Até aqui, o uso de fontes na web esteve bastante condicionado e limitado a peritos. Os condicionamentos eram múltiplos: o comportamento dos browsers, já que uns suportavam, outros não, e ainda as licenças e a questões de segurança. Outra complicação era o conhecimento técnico necessário para embeber fontes. E assim durante vários anos, na web só encontrávamos as fontes Arial, Georgia, Helvetica, Times, Verdana, e pouco mais. Um cenário decepcionante, pois o uso intensivo da dúzia de fontes contrastava com as dezenas de milhar existentes, não todas adequadas à web, mas que poderiam ser adaptadas.</p>
<p>Neste post, quis abordar com algum detalhe o tema, por isso resolvi publicar por partes. Nesta primeira parte, faço uma pequena introdução, na segunda parte analiso o mercado e, na terceira e última, realizo uma experiência com @font-face.</p>
<h4>Mudança de cenário tecnológico e vontade de dar a volta</h4>
<p>Nos dois últimos anos, produziram-se movimentações rápidas e deram-se passos consideráveis, depois de mais de uma década de impasses e soluções que não convenciam nem mobilizavam os actores.<br />
Para os três problemas enunciados, arranjaram-se soluções. Actualmente, a maioria dos browsers adoptou na sua base um @font-face para lidar com pedidos de fontes.<br />
Paralelamente, assistiu-se à criação de licenças mais adequadas ao ambiente web. Isto porque os direitos de uso de fonte em meio gráfico não são extensíveis à web. Alguns exemplos mais frequentes de licenças usadas para fontes na web são: SIL Open Font License, Creative Commons, GNU Public License, EULA.<br />
O terceiro problema, decorrente do modo anterior de embeber fontes, dificultava o controlo do uso da fonte, pois ela ficava disponível para download e uso não autorizado. Neste momento, isso não representa problema, porque a fonte é, digamos, requisitada a cada momento à plataforma, não existindo um download directo ao utilizador.</p>
<h4>Marcos temporais</h4>
<h6>EOT</h6>
<p>No distante ano de 1997, a Microsoft tomou a iniciativa de criar um formato para embeber fontes que consistia em transformar o tff em eot comprimido. Começou por ser um formato inteiramente proprietário, que em 2007 a empresa tentou submeter ao consórcio W3C para integrar as normas do CSS3. A rejeição por falta de segurança liquidou a iniciativa a que se juntou pouca receptividade, embora a Apple viesse em defesa do eot. Moribundo enquanto solução, ainda é usado para o IE, tendo como vantagens a compressão, encriptação, protecção, mas como grande desvantagem o facto de só funcionar no IE. O IE9 já vai suportar o formato normalizado WOFF.</p>
<h6>.Webfont</h6>
<p>Em 2008 surge a ideia de disponibilizar as fontes num ficheiro .zip, contendo no seu interior o ficheiro da fonte propriamente dito e um ficheiro .xml com as permissões. Mas esta proposta também não colheu candidatos, porque requeria a edição do ficheiro .xml caso a caso.</p>
<h6>WOFF (Web Open Font Format)</h6>
<p>Entretanto as alternativas open (TrueType and OpenType fonts) estavam em curso desde há algum tempo e como não tinham o engulho do controlo das licenças, tornava-se um problema de mais fácil solução.<br />
Daqui deriva o formato de fonte WOFF que se baseia nos já existentes (funde-os) e incorpora a declaração normalizada para fontes &#8211; @font-face para o CSS. As figuras que estiveram na sua origem foram: Jonathan Kew (Mozilla Corporation), Tal Leming (Type Supply) Erik van Blokland (LettError) e as empresas que <a class="wpGallery" title="WOFF submission" href="http://blogs.msdn.com/b/ie/archive/2010/04/23/meet-woff-the-standard-web-font-format.aspx" target="_blank">submeteram o formato à aprovação em Abril</a> deste ano foram Mozilla, Opera e Microsoft.</p>
<h6>@font-face</h6>
<p>Esta declaração estabeleceu-se como norma para fontes na web, estando ligada ao ficheiro do estilo (CSS) que está separado do ficheiro de estrutura (HTML). Sejam plataformas de fontes de licença livre, comercial ou mista, todas usam-na, viabilizando o uso generalizado de fontes na web.<br />
Na prática, os navegadores e dispositivos móveis lêem uma linha de código que declara a fonte ou fontes a usar no ficheiro HTML, sendo o estilo editado no ficheiro CSS.</p>
<p>Proponho dois links interessantes que me permitiram traçar o percurso um pouco sinuoso das fontes web. Em <a title="Web Fonts - John Boardley" href="http://ilovetypography.com/2009/07/20/web-fonts-%E2%80%94-where-are-we/" target="_blank">Web fonts — where are we?</a>, John Boardley descreve a situação insustentável para os webdesigners e faz o ponto da situação.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-777" title="webfonts_article" src="http://agulha.camorim.eu/wp-content/uploads/2010/08/webfonts_article.png" alt="webfonts_article" width="532" height="240" />Num outro artigo &#8211; <a class="wpGallery" title="Fonts-at-the-crossing de Richard Fink" href="http://www.alistapart.com/articles/fonts-at-the-crossing/" target="_blank">Fonts at the crossing</a>, Richard Fink detalha a evolução e os principais players.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-778" title="webfontscrossing_article" src="http://agulha.camorim.eu/wp-content/uploads/2010/08/webfontscrossing_article.png" alt="webfontscrossing_article" width="563" height="529" /></p>
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		<title>Informação e Cidadania</title>
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		<pubDate>Wed, 14 Jul 2010 23:33:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Victor Cardoso</dc:creator>
				<category><![CDATA[Conceitos]]></category>
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		<category><![CDATA[data scraping]]></category>
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		<description><![CDATA[Nos tempos que correm a desinformação é a palavra de ordem, mais  concretamente no que toca aos aspectos políticos, económicos e sociais  que regem a nossa vida em sociedade. Os políticos manipulam a realidade  como mais lhes apraz fazendo das intervenções/reacções às actividades  dos grupos parlamentares opositores (independentemente do lado da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://agulha.camorim.eu/wp-content/uploads/2010/07/2291677621_f9bc17e6be.jpg"><img class="size-full wp-image-768 alignleft" style="margin: 5px;" title="SmartPeas por Auntie P" src="http://agulha.camorim.eu/wp-content/uploads/2010/07/2291677621_f9bc17e6be.jpg" alt="SmartPeas por Auntie P" width="304" height="322" /></a>Nos tempos que correm a desinformação é a palavra de ordem, mais  concretamente no que toca aos aspectos políticos, económicos e sociais  que regem a nossa vida em sociedade. Os políticos manipulam a realidade  como mais lhes apraz fazendo das intervenções/reacções às actividades  dos grupos parlamentares opositores (independentemente do lado da  barricada que ocupam) verdadeiras sessões de demagogia deprimente e  embaraçosa para o intelecto do comum dos mortais.</p>
<p>Contudo ainda  existe esperança! A tecnologia e as leis da &#8220;transparência democrática&#8221;  permitem-nos hoje aceder por exemplo aos meandros da <a title="Diário da Assembleia da Républica" href="http://www.parlamento.pt/DAR/Paginas/DAR1Serie.aspx" target="_blank">actividade  parlamentar</a> ou às <a title="compras.gov.pt" href="http://compras.gov.pt" target="_blank">listagens  das adjudicações efectuadas por entidades públicas</a>. Em vários locais  encontrámos a informação que nos pode retirar do nevoeiro. De falta de  informação não nos podemos queixar! Podemos sim é questionar o porquê  desta informação estar apresentada de modo tão pouco <em>information  friendly</em> ou <em>machine processable</em>.</p>
<p>Para efectuar a  análise de um tópico, ou retirar alguma conclusão é necessário vasculhar bem, com paciência e método. Os dados apresentam-se muitas das vezes em formatos proprietários, como o PDF, DOC ou XLS, e com uma organização muito própria que dificulta imenso o tratamento informático e estatístico dos mesmos. Para um acesso verdadeiramente democrático a informação deveria começar por estar disponível em formatos livres, associando-se a isso uma estrutura que permita a fácil manipulação e eventual visualização segundo critérios definidos pelo utilizador.</p>
<p>Algumas experiências já decorrem por esse mundo fora. Um exemplo paradigmático é o espanhol <a title="gastopublico.es" href="http://gastopublico.es/" target="_blank">gastopublico.es</a> que permite o acompanhamento dos investimentos realizados com os fundos públicos. Através de técnicas de <a title="Information extraction na Wikipedia" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Information_extraction" target="_blank"><em>information extraction</em></a> e <em><a title="Data scraping na Wikipedia" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Data_scraping" target="_blank">data scraping</a></em> sobre os dados disponíveis nos web-sites dos vários órgãos do estado a informação é organizada para posteriormente ser apresentada de um modo relevante para o utilizador. Neste caso qualquer habitante de Espanha pode manter uma vigilância informada e lúcida numa perspectiva local e logo mais interventiva. Uma interessante entrevista com um dos criadores deste projecto pode ser escutada n&#8217;<a title="Podcast GastoPublico em O Porto em Conversa" href="http://www.oportoemconversa.com/2010/06/16/gastopublico/" target="_blank">O Porto em Conversa</a> de Vítor Silva.<img class="alignright size-full  wp-image-766" title="opendata" src="http://agulha.camorim.eu/wp-content/uploads/2010/07/opendata.png" alt="opendata" width="187" height="206" /></p>
<p>Outros casos de sucesso nesta nova filosofia <a title="Open Data na Wikipedia" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Open_science_data" target="_blank">OpenData</a> são <a title="Data.gov" href="http://www.data.gov/" target="_blank">Data.gov</a> e o <a title="Data.gov.uk" href="http://data.gov.uk/" target="_blank">Data.gov.uk</a>. Os cidadãos estão cada vez mais exigentes, uma atitude que força o poder central a libertar a informação de um modo transparente.</p>
<p>Esta entrada não é mais que um <em>teaser</em> para outros que se seguirão mais sobre o tema e questões satélite. Nos próximos meses estaremos empenhados em aprofundar as abordagem e ferramentas, bem como os resultados esperados com a aplicação da tecnologia da informação ao incremento de uma postura cívica mais interventiva.</p>
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		<title>Facebook no cinema&#8230; e na vida real</title>
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		<pubDate>Sun, 04 Jul 2010 16:38:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cláudia Amorim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Personalidades]]></category>
		<category><![CDATA[Tendências]]></category>
		<category><![CDATA[facebook]]></category>
		<category><![CDATA[marck zuckerberg]]></category>
		<category><![CDATA[social networking]]></category>

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		<description><![CDATA[Já há mais de um ano que foi anunciado o filme sobre o Facebook e o seu fundador, Marc Zuckerberg. A estreia tem data para Outubro e as filmagens já estão a decorrer. No IMDB o cast é um sem fim de actores e actrizes. O trailer também já pode ser visto, embora só tenha [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright" style="margin-left: 20px" title="The social network" src="http://www.thesocialnetwork-movie.com/images/splash.jpg" alt="" width="266" height="391" />Já há mais de um ano que foi anunciado o <a class="wpGallery" title="The social network" href="http://www.thesocialnetwork-movie.com/" target="_blank">filme</a> sobre o Facebook e o seu fundador, Marc Zuckerberg. A estreia tem data para Outubro e as filmagens já estão a decorrer. No IMDB o cast é um sem fim de actores e actrizes. O trailer também já pode ser visto, embora só tenha fragmentos de diálogos.<br />
No meio da história incrível do Facebook, feito &#8220;gente crescida&#8221; em poucos anos, é evidente o sucesso.<br />
Sobre a &#8220;frase-buzz&#8221; do filme &#8211; <strong><em>You don&#8217;t get to 500 million friends whithout making a few enemies</em></strong>, a primeira parte está aí para que se veja: uma comunidade que tem +400 milhões. Arrepiam os números (ver abaixo)! Quanto à segunda parte, parece estar agora a tomar forma mais contundente.<br />
O filme tem por título The Social Network e está baseado no livro &#8220;Accidental billionaires&#8221;.</p>
<h4>A história</h4>
<p>Os ingredientes: ambiente universitário de Harvard, colegas, namoradas, escrita de código, &#8220;livro das turmas&#8221; (classmatch), paixão por tecnologia, geeks, amizade, traição, sucesso desde a primeira hora.<br />
Mark, desde o secundário, mostrou ser empreendedor e pôr as ideias em prática. na altura, com outro colega, criou o Synapse, um leitor MP3 inteligente, porque memorizava as preferências do utilizador. No seu <a class="wpGallery" title="Perfil FB - Mark Zuckerberg" href="http://www.facebook.com/markzuckerberg#!/markzuckerberg?v=info" target="_blank">perfil</a> do Facebook confessa ter como interesses pessoais: &#8220;openness, making things that help people connect and share what&#8217;s important to them, revolutions, information flow, minimalism&#8221;.<br />
Em Harvard, agitou toda a universidade, quando a sua rede recém-criada conseguiu funcionar durante 4 horas, pondo em risco a segurança e privacidade da rede institucional.<br />
A sua ideia era já na altura criar rede de consulta de turmas e respectivos alunos, votar fotos, etc. A rede nasceu em 2004. Começou com a universidade de Harvard, mas depressa se estendeu ao MIT, Standford, ensino secundário e empresas. A evolução nas funcionalidades também iniciou e não mais parou. Integração com blogues, fotos, anúncios/ classificados. Facebook marketplace, Facebook platform, Facebook connect, e agora o recente Facebook Open graph, contribuíram muito para a visibilidade e poder desta rede.<br />
Este último conceito mostra bem a ideia perseguida pela empresa &#8211; levar a conectividade e a portabilidade ao extremo. O novo botão &#8220;Like this&#8221; liga utilizadores a marcas, produtos, empresas, figuras públicas. Com tecnologia e dados abertos, é possível criar grafos (ligações entre nós) que potenciam negócios e serviços, pois acedem aos dados públicos das pessoas sem haver necessidade de registo. Por exemplo, o serviço Yelp que sugere restaurantes e eventos, usa o perfil do Pandora, música escolhida pela pessoa, para sugerir eventos coincidentes com o perfil musical.<br />
<img class="aligncenter" title="Open graph" src="http://cdn.mashable.com/wp-content/uploads/2010/04/globalgraph.jpg" alt="" width="576" height="324" /><br />
Esta lógica de tudo ligar, partilhar e avaliar, tornou a rede desde cedo muito apetecível para os investidores. O Pay Pal foi o investidor inicial, mas uma vez valorizada, foram já muitas as empresas a querer comprar acções: Digital Sky Technologies, Microsoft, Bono Vox.</p>
<h4>Os números</h4>
<p>Um <a class="wpGallery" title=" 50% off Pingdom 1820Share Exploring the software behind Facebook" href="http://royal.pingdom.com/2010/06/18/the-software-behind-facebook/" target="_blank">post</a> do Royal Pingdom revela o software que sustenta o actual maior website do mundo &#8211; a plataforma FB. E a robustez do software e infraestrutura é de facto impressionante se atendermos ao tráfego:</p>
<ul>
<li>570 mil milhões de pageviews mensalmente;</li>
<li>Mais fotografias do que em todos os outros sites combinados (incluindo o Flickr);</li>
<li>3 mil milhões de imagens/ mês;</li>
<li>1.2 milhões de fotografias visualizadas por segundo;</li>
<li>30,000 servidores (dados de 2009)</li>
</ul>
<p style="text-align: left;">Em Fevereiro, preenchidos 6 anos, FB chega aos <a class="wpGallery" title="Blog do FB - 6º aniversário" href="http://blog.facebook.com/blog.php?post=287542162130&amp;ref=mf" target="_blank">400 milhões de utilizadores</a>.<br />
As linhas fortes: conectividade, lado pragmático, reunir tudo numa plataforma, excelência dos aplicativos, jogos e boa integração com outras redes e serviços como Twitter, parecem compensar um lado mais negro: intrusão, privacidade.</p>
<p style="text-align: left;">O sonho do FB (e de qualquer empresa) é chegar à expressão  &#8220;Internet=Facebook&#8221;, isto é, ser a porta de entrada e &#8220;prender&#8221; aí os  utilizadores quando se ligam sem que saltem para outros sites. Contudo, à  pergunta &#8220;<a title="Estudo" href="http://mashable.com/2010/06/16/email-or-facebook-study/" target="_blank">What Do  You Check First: E-mail or Facebook?</a>&#8221; a empresa de estudo  ExactTarget revelou que o email ainda é a primeira paragem, como se pode  ver nesta criativa infografia de início do dia.<br />
<img class="aligncenter" title="Estudo da ExactTarget" src="http://cdn.mashable.com/wp-content/uploads/2010/06/digital-morning-3.jpg" alt="" width="599" height="509" /></p>
<p style="text-align: left;">Muito curiosa é também a proposta do <a class="wpGallery" title="Visual Economics" href="http://www.visualeconomics.com" target="_blank">Visual Economics</a> que realizou uma infografia sobre a economia do Facebook. Se fosse um país seria o 3º mais populoso (e ficaria no Atlântico). Os estados ou regiões economicamente mais significativos são Zynga (autor de jogos, inclusive o Farmville), em termos de páginas Michael Jackson, Lady Gaga e Obama. A média de tempo despendido diariamente por 200 milhões é de 55 minutos, tempo esse avaliado em 916 milhões de dólares.</p>
<h4><a href="http://www.visualeconomics.com/the-republic-of-facebook_2010-06-29/"><img class="aligncenter" src="http://www.visualeconomics.com/wp-content/uploads/2010/06/facebook-economy.jpg" alt="facebook-economy" width="651" height="1591" /></a></h4>
<h4>Contendores e contendas</h4>
<p style="text-align: left;"><img class="alignleft" style="margin-right: 20px;" title="Faceboo vs Google" src="http://mashable.com/wp-content/uploads/2010/03/facebook-google.jpg" alt="" width="260" height="190" />Os contornos da guerra são cada vez mais claros e sinais não faltam.<br />
O Facebook iniciou, desde há uns tempos, caça aos talentos das rivais. Recentemente &#8220;roubou&#8221; ao Google Matt Papakipos, o líder do Google Chrome OS. Mas também Sheryl Sandberg já tinha saltado para o FB antes, verdadeiros rombos nos RH.<br />
O que me faz pensar que o projecto FB seja bastante aliciante e visionário é o facto de cativar pessoas que já não mudam de emprego por dinheiro, mas por ideias. Está o Google a perder o barco? Tem o FB uma estratégia nova para mobilizar as pessoas? São tudo segredos bem guardados, mas que virão a lume proximamente. Será interessante saber o que cada um esconde debaixo da manga. Das experiências e destas empresas saem perfeitos manuais de motivação e gestão de projectos!</p>
<p style="text-align: left;">Outro factor é o cada vez mais expressivo peso das redes face aos motores de pesquisa. A pergunta &#8220;<a title="Google vs FB" href="http://mashable.com/2010/06/08/social-network-stats/" target="_blank">Is Facebook Getting Bigger Than Google?</a>&#8221; começa a  circular nos corredores, até porque pela primeira vez as redes  ultrapassam em tráfego os motores de pesquisa, traduzindo em nome, o <a title="Estatísticas: motores vs redes" href="http://cdn.mashable.com/wp-content/uploads/2010/06/facebook-v-google-hitwise.jpg" target="_blank">FB ultrapassou o Google</a> (dados referentes ao Reino  Unido).</p>
<h4>Agarrem-se, vem aí o Google Me</h4>
<p style="text-align: left;">Nem tudo são rosas no FB e há pessoas <a class="wpGallery" title="FB - protestos nos tópicos de Zuckerberg" href="http://www.facebook.com/topic.php?uid=68310606562&amp;topic=14381" target="_blank">desiludidas e furiosas</a> com a perda de dados que as muitas alterações do layout da plataforma acarreta.</p>
<p>Do lado do Google, já não são rumores. A <a class="wpGallery" title="Google Me projecto" href="http://mashable.com/2010/06/30/google-me-rumors/" target="_blank">confirmação do projecto</a> Google Me, alternativa ao Facebook, pode alterar as peças no tabuleiro.</p>
<p><a class="wpGallery" title="Diaspora - rede social anti-FB" href="http://www.joindiaspora.com/index.html" target="_blank">Diaspora</a> é outra rede social, open source, que tem um programa anti-Facebook. Prometem lidar com as questões da privacidade, dar mais controlo ao utilizador da sua própria aplicação e dados. Zuckerberg fez donativo para o arranque do projecto e disse estar muito interessado em seguir esta rede.<br />
Não há dúvida nenhuma que a existência de alternativas são sempre saudáveis para o mercado e até para a empresa que lidera, até porque quando assim é, deixa de estar tão debaixo de fogo. O Google Me será para luta corpo a corpo, mas o Diaspora será sempre um nicho que pode vir a ganhar uma expressão interessante, numa altura em que várias pessoas começam a ficar irritadas com os abusos e a suspirar por algo que controlem elas próprias.</p>
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		<title>3D com &#8220;cheirinho&#8221; de 4D</title>
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		<pubDate>Mon, 21 Jun 2010 13:58:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cláudia Amorim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Tendências]]></category>
		<category><![CDATA[3d 4d emoção]]></category>

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		<description><![CDATA[Numa altura em que o 3D está a chegar ao cinema e às casas das pessoas,  questionamo-nos acerca do que é o 4D.
Este surge geralmente associado a eventos e a campanhas de  marketing e o objectivo consiste em criar efeitos ao nível sensorial para  envolver ainda mais os participantes na experiência. Um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Numa altura em que o 3D está a chegar ao cinema e às casas das pessoas,  questionamo-nos acerca do que é o 4D.<br />
Este surge geralmente associado a eventos e a campanhas de  marketing e o objectivo consiste em criar efeitos ao nível sensorial para  envolver ainda mais os participantes na experiência. Um ou dois sentidos  são convidados a participar, como o tacto, o nariz, pois os estímulos  são normalmente odores, salpicos de água, etc.<br />
Quando falamos de dimensões consideramos a largura, altura e profundidade, conseguida agora com o  avanço da tecnologia e a construção de imagem capturada por múltiplas  câmaras em simultâneo. A quarta dimensão,  que corresponde ao decurso do tempo, é activada pelos 5  sentidos, pela experiência.</p>
<h4>Exemplos de uso de 4D em eventos e marketing</h4>
<p><img class="alignleft" style="margin-right: 20px;" title="Downloader Sapo" src="http://www.telecom.pt/NR/rdonlyres/C715E02F-6C54-483D-936B-279A1F1EF37D/1450598/p_MG_1175.jpg" alt="" width="210" height="138" />O <strong>Downloader</strong> do Sapo no Rock in Rio Lisboa permitia aos participantes entrar numa espécie de caixa elevatória. Durante a subida, as pessoas eram convidadas a assistir a um vídeo a 3D a que se juntava a queda de salpicos de  água.<br />
<a href="http://www.telecom.pt/InternetResource/PTSite/PT/Canais/Media/DestaquesHP/saporockinrioprimeirofds.htm" target="_blank"></a></p>
<p><img class="alignright" style="margin-left: 20px" title="Avatar" src="http://verdesmares.globo.com/recursos/news/imgs/%7BE92F1D56-25FC-4808-955B-4B4279757E20%7D_avatar_176.jpg" alt="" width="176" height="172" />Uma cadeia de cinemas na Coreia do Sul juntou à experiência 3D do <strong>Avatar</strong> de James Cameron sensações  e efeitos ao longo da exibição. Narram as notícias que os espectadores foram sujeitos a mais de 30  efeitos ao longo do filme, tais como cheiro de explosivos, salpicos de água, vento, luzes de  laser, vibrações das cadeiras. Recordando o filme, de facto estes efeitos estão na linha de desenvolvimento da narrativa cinematográfica e imagino que intensifiquem bastante as emoções do público.</p>
<p><img class="alignleft" style="margin-right: 20px;" title="Lacta" src="http://www3.propmark.com.br/publique/media/13Lacta.jpg" alt="" width="193" height="133" />A Kraft Foods Brasil desafiou a agência publicitária brasileira Ogilvy a promover a marca Lacta de chocolate em tablete. O projecto materializou-se numa campanha para as salas de cinema, sendo distribuído o chocolate gratuitamente à entrada. Antes do  filme, um vídeo que explica o fabrico do chocolate passa no écrã enquanto o aroma a chocolate é libertado na sala.</p>
<h4>O filão dos jogos</h4>
<p>Se é certo que o cinema e a publicidade estão a alimentar-se das 3D, mais certo é que essa ligação ocorra com os jogos, quase sempre a génese e área de testes das tecnologias de ponta.</p>
<p>Depois das experiências dos jogos online, seguem-se os chamados jogos de massas, ou também chamados jogos de audiências, como os concebidos pela <a class="wpGallery" title="Audience Entertainment" href="http://www.audienceentertainment.com/" target="_blank">Audience Entertainment</a>, uma empresa criada pela YDreams e pela sua parceira americana a Brand  Experience Lab. Criam jogos para espaços amplos e grupos grandes de pessoas, como é o caso de concertos. Câmaras 3D seguem os movimentos das pessoas e reproduzem em tempo real os movimentos produzidos pela multidão no filme/ imagem projectada. Parecendo que não, a exploração deste tipo de experiência em grupo amplia a emoção e cria experiências memoráveis. E isto não é pouco, se pensarmos que o Santo Graal da publicidade é a busca da emoção agradável que se prolongue na memória.<br />
Comento aqui o slogan da empresa <em>Coming soon to a theatre or stadium near you! </em>que traduz fielmente o espírito deste trabalho que se orienta para open space e promete surpreender e tomar de assalto a pessoa.<br />
<a href="http://www.audienceentertainment.com/" target="_blank"></a>Os jogos de massas estão a ser utilizados por empresas de  telecomunicações, bebidas, automóveis, que vivem muito de criar sensações fortes e paixões.</p>
<p>Um dos jogos do portefólio da Audience Entertainment é o <a class="wpGallery" title="Audience ENtertainment - jogo" href="http://vimeo.com/channels/audienceentertainment#7185125" target="_blank">namorado que segue desaustinado pela estrada</a> depois de receber um telefonema da namorada aborrecida e esquecida em casa. O jogo consiste em fugir de obstáculos e recolher as flores e bombons para chegar às pazes com a amada.</p>
<p>Uma realidade que vai ditando as modas noutros sectores é a dos videojogos, cada vez mais na forma online e na forma de jogos sociais nas redes. Na edição do E3 (<a class="wpGallery" title="E3" href="http://www.e3expo.com/" target="_blank">Electronic Entertainment Expo</a>), exposição de videojogos de Los Angeles, ficou claro que a indústria está a dar na medida do que o utilizador pede. As linhas de acção são:</p>
<ul>
<li>mais imersão (incorporação do 3D)</li>
<li>mais controlo pelo movimento do corpo, pois a nova era de jogos dispensa comandos e teclas. É o corpo quem manda, um conceito já realidade na Wii, mas trabalhado com a tecnologia kinect da Microsoft para a plataforma Xbox. O mesmo sucede com a tecnologia Move da Sony a integrar com a plataforma PS3.</li>
</ul>
<p>Não há dúvida nenhuma que a sincronização cada vez mais perfeita e imediata entre o pensamento e a reacção da máquina se terá de estender a áreas que não são tão fortes, como a do software e das aplicações empresariais.</p>
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		<title>HTML5 e Flash, e agora?</title>
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		<pubDate>Wed, 26 May 2010 07:39:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cláudia Amorim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Normalização]]></category>
		<category><![CDATA[Tendências]]></category>
		<category><![CDATA[acessibilidade]]></category>
		<category><![CDATA[flash]]></category>
		<category><![CDATA[html5]]></category>
		<category><![CDATA[vídeo]]></category>

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		<description><![CDATA[Em todos os grandes canais de notícias de tecnologia &#8211; Read&#38;WriteWeb, Techcrunch, discute-se a guerra aberta entre os formatos Flash ou HTML5 para o vídeo, em outros termos, a guerra entre a Adobe e a Apple.
Desde o lançamento no mercado do iPad que a empresa não permite Flash em nenhum dos seus dispositivos. Esta recusa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright size-full wp-image-745" style="margin-left: 20px;" title="Flash versus HTML5" src="http://agulha.camorim.eu/wp-content/uploads/2010/05/Flash-versus-HTML5.png" alt="Flash versus HTML5" width="273" height="182" />Em todos os grandes canais de notícias de tecnologia &#8211; Read&amp;WriteWeb, Techcrunch, discute-se a guerra aberta entre os formatos Flash ou HTML5 para o vídeo, em outros termos, a guerra entre a Adobe e a Apple.</p>
<p>Desde o lançamento no mercado do iPad que a empresa não permite Flash em nenhum dos seus dispositivos. Esta recusa apanhou o mercado de surpresa. Primeiro, foi a chuva de críticas pelo facto de não permitir ver conteúdos em Flash. Seguiram-se as explicações do CEO Jobs, o contra-ataque da Adobe, o destaque dado ao HTML5. Sobre tudo isto e muito mais daremos conta em seguida.</p>
<h4>E no princípio, tudo era Flash</h4>
<p>Desde há uns bons pares de anos e perspectivando outros tantos, a Adobe preparava-se para reeditar a proeza do PDF com o Flash. Impor-se como formato universalmente aceite e adoptado pelos consumidores e programadores e indústria. Seguindo a mesma táctica, disponibiliza plug-in para os navegadores lerem Flash, ou o Flash Player, e facilita especificações para que seja possível desenvolver ferramentas de criação, edição. Banalização, adopção em massa e uso generalizado em banners (publicidade), páginas web, jogos, apresentações, sítios inteiros, têm caracterizado a forma de estar da empresa no mercado.</p>
<p>A interactividade e animação conseguidas com criações Flash seduziram os públicos e anunciantes desde logo e a empresa esmerou-se para tornar o Flash presente e interessante em todas as plataformas, sistemas operativos e navegadores.</p>
<p>O uso de Flash na plataforma Youtube mostra bem a aceitação no mercado.</p>
<h4>Afinal, há alternativa</h4>
<p><img class="alignleft" style="margin-right: 20px;" title="Jobs defende o HTML5 contra o Flash" src="http://obamapacman.com/wp-content/uploads/2010/04/Apple-iAd-Made-with-HTML5-not-Adobe-Flash.jpg" alt="" width="305" height="249" />Apesar do mundo parecer perfeito, alguém levantou a voz e disse que havia melhor. Esse alguém foi Steve Jobs da Apple num texto denominado <a class="wpGallery" title="Thoughts on Flash" href="http://www.apple.com/hotnews/thoughts-on-flash/" target="_blank">Thoughts on Flash</a>. Foi logo secundado por outros, uns mais acérrimos e azedos que outros, mas os sectarismos surgiram logo e a paisagem paradisíaca virou campo de batalha.</p>
<p>Numa linguagem sem papas na língua, Jobs expõe os motivos para recusar o Flash nos dispositivos iPhone, iPod e iPad. Diz que o faz por transparência e para contestar a ideia avançada pela Adobe que é por temor à concorrência. As razões, garante Jobs, são puramente tecnológicas.</p>
<ol>
<li>Flash é proprietário. A Adobe é a única empresa detentora e com total controlo sobre o futuro e o custo do Flash. Ora a Apple entende que os standards da Web como recomendado pela W3C devem ser abertos, como o HTML, o Javascript e o CSS. Se existe uma alternativa aberta e não proprietária, essa deve ser a preferida pela Apple.</li>
<li>Cobertura da web não é problema. A Adobe na sua campanha de ataque insinuou que não disponibilizar Flash era o mesmo que não dar acesso a uma parte significativa da web. Mas existe um outro formato concorrente, o H.264, que funciona nos aparelhos Apple, que foi adoptado pelo Google (Youtube), Vimeo, Apple. Quanto aos jogos em Flash de que os consumidores estariam privados, Jobs refere que a gama que existe na App Store da Apple é tão vasta que não deixa o jogador com pena.</li>
<li>Desempenho e segurança diminuídos. A Apple alega que os problemas no Mac e exposição a perigos de segurança advêm e são potenciados pelo Flash.</li>
<li>Consumo de bateria enorme. O H.264 funciona com o descodificador no hardware que economiza bateria, ao passo que o Flash solicita demasiada bateria, o que é muito crítico em dispositivos móveis.</li>
<li>Flash desadequado para dispositivos móveis. Steve explica que o Flash nasceu para o PC e o rato e não para dispositivos de ecrã táctil. Todas as aplicações Flash têm de ser reescritas para funcionarem em versão móvel. A pergunta que faz é: se é necessário reescrever, porque não usar HTML5 e outras normas abertas?</li>
<li>Plataformas da Apple independentes. A Apple pretende uma plataforma o mais aberta possível para que os programadores sejam inovadores e não se sintam constrangidos por um formato ou actualizações e implementações tardias das ferramentas. Acrescenta que a Adobe tarda em responder às necessidades do mercado e não tem ainda pronto o Flash para contexto móvel.</li>
</ol>
<h4>Conversa para desviar atenções</h4>
<p><img class="alignright" style="margin-left: 20px;" title="Shantanu Narayen da Adobe" src="http://img.siol.net/09/175/633814285350893878_2_shantanu_narayen_1.jpg" alt="" width="336" height="187" />O desenvolvimento e aperfeiçoamento da tecnologia Flash para iPhone foi abandonado depois da troca azeda de galhardetes durante 3 meses entre as duas empresas. Adobe virou-se a 100% para o Android, festeja sempre que programadores de aplicações iPhone migram para Android e <a class="wpGallery" title="Adobe CEO" href="http://blogs.wsj.com/digits/2010/04/29/live-blogging-the-journals-interview-with-adobe-ceo" target="_blank">responde</a> à argumentação de Steve Jobs:</p>
<ul>
<li>Acusa a Apple de querer criar um ecossistema fechado em que define que tecnologias aceitar e rejeitar e impõe essa lista aos programadores</li>
<li>Defende-se dizendo que o Flash não é proprietário, mas uma especificação aberta</li>
<li>Explica que os problemas no Mac é do sistema e não do software da Adobe</li>
<li>Garante que a estratégia da Aplle é económica e não tecnológica</li>
</ul>
<p>E é caso para questionar se os motivos são tecnológicos ou se se trata de uma estratégia comercial e de procura da liderança no mercado do vídeo e da publicidade.</p>
<h4>São mais contendores que contendas</h4>
<p>Até agora, a Adobe detém a liderança da descodificação do vídeo com 75% de todos os vídeos, pelo que é legítimo saber que razões terão levado Jobs a atacr o parceiro de negócios e desenvolvimento até aqui. Se analisarmos os argumentos de um lado e de outro, vemos algumas movimentações.</p>
<p>Jobs tem motivos suficientes para criticar o Flash e parece não estar só nesse golpe:</p>
<ol>
<li>Desde a chegada ao mercado dos telefones inteligentes, dos tablets e dos &#8220;ebooks faz-tudo&#8221;, que a realidade o móvel se impôs à força toda, área em que a Adobe ainda não conseguiu dar uma resposta cabal e satisfatória aos que implementam Flash</li>
<li>A incapacidade em responder com a mesma eficiência que o fez para o PC vê-se na corrida a soluções para lá do Flash pelas empresas que lideram a construção de hardware e software para estes dispositivos emergentes</li>
<li>Há muita gente de vários quadrantes que afirma que o Flash não tem desempenho impecável, como é o caso do responsável pelo IE</li>
<li>O HTML5, em fase de testes, e só provavelmente disponível para produção em 2012, começa a afigurar-se como uma alternativa com pés para andar e já foi abraçado pelo Google, Apple, Opera, Mozilla, IBM e Microsoft</li>
</ol>
<p>Jobs não diz toda a verdade, porque a Apple, que tem a maior loja de aplicações e a maior plataforma de desenvolvimento, alterou as regras de licenciamento e impõe uma série de regras e proibições, entre as quais o uso de Flash, aos programadores que queiram criar aplicativos para iPhone, iPad e iPod. Além disso, só autoriza tecnologia Apple ou tecnologia por si aprovada, limita o acesso de dados dos utilizadores a terceiros, ficando com eles para potenciar o seu negócio de publicidade, e obriga ao uso da sua plataforma de publicidade iAd para todos aqueles que queiram ganhar dinheiro pela publicidade com as suas criações.</p>
<ol>
<li>A Adobe tem razão ao afirmar que a plataforma da Apple é fechada</li>
<li>A debandada de alguns programadores da plataforma Apple para Android prova que existe contestação e desconforto com esta falta de liberdade. Um <a class="wpGallery" title="Estudo AdMob" href="http://www.mobile-ent.biz/news/36460/70-of-iPhone-developers-heading-to-Android-says-AdMob" target="_blank">estudo da AdMob</a> indica que 70% dos programadores pensam nos próximos 6 meses passar à plataforma Android para criar publicidade. Além disso, o Google é mais pro-open standards</li>
<li>A política recente da Apple aos programadores da sua App Store está a ser alvo de investigação, porque se crê que possa estar a violar as leis da concorrência</li>
<li>Existe uma incoerência no discurso de Jobs que se declara a favor de normas abertas, mas defende o codec proprietário H.264 como lembra <a class="wpGallery" title="FSF e Hugo Roy" href="http://blogs.fsfe.org/hugo/2010/04/open-letter-to-steve-jobs/#sjobs" target="_blank">Hugo Roy</a> da Free Software Foundation Europe</li>
<li>A recusa da Apple neste momento representaria fortes quebras na receita da publicidade, caso não existisse forma de converter o Flash em HTML5, o formato iFlash, que é suportado pelo iPhone e família Apple.</li>
</ol>
<h4>A mais valia do HTML5 face ao Flash</h4>
<p>Sucessor do HTML4 de 1997, com desenvolvimentos em XML e XHTML, o HTML5 não podia receber melhor publicidade que a proporcionada pela recente polémica. Todos passaram a falar e põem os olhos aí. A este propósito, veja-se o gráfico do <a class="wpGallery" title="Google Insights Search - HTML5" href="http://www.google.com/insights/search/#q=html5&amp;cmpt=q" target="_blank">Google Insights Search</a> que revela nos últimos meses um pico de procura na pesquisa.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-743" style="border: 1px solid black;" title="HTML5 nas pesquisas" src="http://agulha.camorim.eu/wp-content/uploads/2010/05/html5_insight.png" alt="HTML5 nas pesquisas" width="557" height="302" /></p>
<p>Nesta matéria como noutras, surgem as fileiras de um e outro lado, ocorrem escaramuças aqui, batalhas mais sangrentas ali, mas numa coisa parece haver consenso. O HTML5, o markup por excelência da Web, vem para ficar e tudo é uma questão de tempo. A própria Adobe não se cansa de repetir que não será destronada do dia para a noite e que o convívio será inevitável. Por sua vez, a W3C prevê o salto em 2011/ 2012. O que significa na prática que vão ainda ser necessários 2 anos para generalizar, mas a maioria dos navegadores já suporta HTML5 &#8211; Firefox, Safari, Chrome, e brevemente Explorer, o IE9.</p>
<p>Tanto Flash como HTML5 permitem criar aplicações ricas em conteúdo para ambientes Internet, mas com uma diferença substancial. Enquanto o HTML5 permite inserir vídeo e áudio de forma nativa sem plugins, o Flash, que é uma aplicação RIA Rich Internet Applications é chamado para que o navegador apresente o vídeo e áudio. Um comparativo detalhado está disponível no <a class="wpGallery" title="Guia Flash/ HTML5 da Ludamix" href="http://www.ludamix.com/archives/2010/02/entry_5.html" target="_blank">Guia da Ludamix</a> e testes ao desempenho estão <a class="wpGallery" title="Testes Flash HTML5" href="http://www.streaminglearningcenter.com/articles/flash-player-cpu-hog-or-hot-tamale-it-depends-.html" target="_blank">aqui</a>.</p>
<p>Outras características muito positivas do HTML5:</p>
<ul>
<li>Vê o número de etiquetas para estruturar e descrever o conteúdo bastante alargado, o que abre caminho à Web semântica;</li>
<li>Permite introduzir metadados úteis para os navegadores e os motores de pesquisa, ao contrário do Flash que é pouco amigável para a optimização do posicionamento na Web e dá pouca informação aos motores para a indexação;</li>
<li>Permite incrustar vídeo e áudio nativamente sem necessidade de aplicações terceiras como Flash (da Adobe), JavaFX (da Sun) ou Silverlight (da Microsoft);</li>
<li>Padroniza a apresentação dos vídeos e permite legendas, títulos e subtítulos;</li>
<li>Carrega os vídeos mais rapidamente e com possibilidade de saltar para qualquer parte do vídeo;</li>
<li>Guarda dados em local para visualização offline;</li>
<li>Inclui etiquetas de geolocalização;</li>
<li>É verdadeiramente multi-plataforma, multi-navegador e presta-se a ser base de trabalho em qualquer plataforma de desenvolvimento, o que facilita a transferência entre plataformas e a criação de produtos que funcionam em todas elas.</li>
</ul>
<p>Apesar do bom avanço, uma nuvem paira no ar &#8211; a guerra dos codecs que são necessários para descodificar o vídeo. O Google e a Apple apoiam o formato proprietário H.264, a Mozilla e o Opera o formato livre Ogg Theora, defendido pelo consórcio W3C. Mais recentemente, o Google anunciou o lançamento do VP8, cujo código quer abrir com a ajuda da Mozilla.</p>
<p>A adopção de qualquer destes adia a introdução do HTML5, sendo aliás um dos argumentos fortes dos adeptos do Flash: para quê estar a reescrever numa nova linguagem e aumentar a entropia com a escolha de codecs, se o Flash já é uma realidade, é conhecido tanto pelas equipas de desenvolvimento como pelos consumidores que possuem ferramentas adequadas que ainda podem ser mais aperfeiçoadas com o empenho da Adobe?</p>
<p>A Adobe já provou que tem garra e segue estratégias fortes de habituação do mercado. Não tenho dúvidas acerca do seu plano de tornar o Flash mais eficiente e extensível a qualquer plataforma e projecto. Já acho mais obscuros os desígnios da Apple. Todavia, o Flash nunca foi nem nada leva a crer que venha a mudar substancialmente os seus índices de baixa acessibilidade. Com acessibilidade refiro-me àquela característica de aceder ao conteúdo sem barreiras e de forma transparente. Não existe nada pior que um sítio construído em Flash para pessoas portadoras de deficiência, que o diga <a class="wpGallery" title="Blog de Katherine Lynch" href="http://www.katherinelynch.org" target="_blank">Katherine Lynch</a>, uma especialista em acessibilidade e usabilidade da Drexel Libraries em Filadélfia.</p>
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		<title>“Ontem fartei-me de apanhar morangos!”</title>
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		<pubDate>Sat, 01 May 2010 10:20:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cláudia Amorim</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Usos]]></category>
		<category><![CDATA[farmville]]></category>
		<category><![CDATA[jogo social]]></category>
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		<description><![CDATA[É com esta divertida frase que começo o artigo dedicado ao Farmville, o jogo que anda na boca de toda a gente. Apanhar morangos, embora virtuais, como esclareceu e bem o Governo Sombra da TSF, é uma sinédoque para trabalhar no campo.
Para ir directa ao assunto, o Farmville é um jogo criado pela empresa Zynga [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft" title="Morangos do Farmville" src="http://farm5.static.flickr.com/4031/4284627912_83d0d47a89.jpg" alt="" width="100" height="100" />É com esta divertida frase que começo o artigo dedicado ao <a class="wpGallery" title="Farmville" href="http://www.farmville.com" target="_blank">Farmville</a>, o jogo que anda na boca de toda a gente. Apanhar morangos, embora virtuais, como esclareceu e bem o Governo Sombra da TSF, é uma sinédoque para trabalhar no campo.</p>
<p>Para ir directa ao assunto, o Farmville é um jogo criado pela empresa <a class="wpGallery" title="Zynga" href="http://www.zynga.com" target="_blank">Zynga</a> que tem muitos outros jogos, mas que acertou no bingo com este. Usa o famoso Facebook Connect, API que permite que um utilizador Facebook e os seus amigos se possam manter em contacto noutras esferas, neste caso no cenário deste jogo, que é um desafio à gestão de uma quinta.</p>
<p>O texto promocional do jogo em inglês é mesmo &#8220;Is a game where you can farm with your friends&#8221;. E é neste jogar com os amigos que parece estar o segredo do sucesso, já que a empresa segue à risca o slogan: &#8220;Connecting the world throught games&#8221;, ou seja, lidera o mercado do jogo social. O seu portefólio cobre jogos para plataformas e redes sociais como o Facebook, MySpace, MSN Games, iPhone. O sentido de comunidade é fortalecido pela dinamização de blogs, wikis, e clubes de fans, quer da empresa Zynga quer de outros elementos que aproveitam para passar alguma publicidade.</p>
<h4>Explicar o Farmville</h4>
<p>O jogo foi lançado em Junho de 2009, mas depressa granjeou muitos adeptos fervorosos por todo o mundo. A plataforma escolhida  foi o Facebook, uma rede imensa de mais de 400 milhões de utilizadores, sendo mensalmente 80 milhões os jogadores activos.</p>
<p><a class="wpGallery" title="Farmville no Facebook" href="http://www.facebook.com/FarmVille" target="_blank">FarmVille Fan Page</a>, página principal de acesso no Facebook,  informa diarimente acerca dos desenvolvimentos, actualizações e  novas funcionalidades do jogo e, muito importante, lança desafios semanais &#8211; os contests, que dão a ganhar dinheiro aos vencedores. Cada entrada não tem menos de 80 mil comentários.</p>
<p><img class="aligncenter" title="Farmville - aspecto de uma quinta" src="http://farm3.static.flickr.com/2530/3980153211_33990cca4c.jpg" alt="" width="500" height="400" /></p>
<p>Acerca do conteúdo e regras do jogo propriamente dito, pululam os websites e blogs sobre o tema e não é necessário recorrer ao inglês ou ao português do Brasil. E, faça-se justiça, as minudências e a abrangência temática deitam por terra qualquer tentativa minha de aqui dar conta do mundo de possibilidades do Farmville. Ele são tutoriais, dicas, truques, estratégias, em forma de blog, chat, notícias da semana, videocast. Enfim, tudo serve para aprender a vingar e a singrar num meio tão hostil como o mundo rural.</p>
<p>Não sendo eu uma jogadora, dediquei-me à consulta de algumas dessas referências, sendo esta análise baseada nesse levantamento. E, para primeira conclusão, adianto que fiquei divertida com o universo de que se falava, pela paixão, dedicação e pelo concreto das questões tratadas. O detalhe é tal que facilmente provoca uma barrigada de riso a quem está de fora. Destaco a propósito:</p>
<ul>
<li>o <a class="wpGallery" title="Trques Farmville - vacas ilimitadas" href="http://www.truquesfarmville.com/tag/truques-vacas" target="_blank">truque das &#8220;vacas ilimitadas&#8221;</a>, que afinal veio a revelar-se não ser técnica de gestão, mas espertalhonismo a explorar os bugs do programa;</li>
<li>o <a class="wpGallery" title="Farmville.pt - cruzamento de bois e vacas" href="http://www.farmvillept.com/cruzar-boi-e-vacas-farmville/" target="_blank">diagrama</a> que explica como cruzar bois e vacas para obter bezerros;</li>
<li>o <a class="wpGallery" title="Farmville.blogs.sapo" href="http://farmville.blogs.sapo.pt/" target="_blank">plantio</a> mais rentável das ervilhas em detrimento das uvas.</li>
</ul>
<h4>A ciência da agricultura virtual</h4>
<p>Logo à entrada, afirma-se que no Farmville tudo cresce e que a pessoa tem a oportunidade de viver o sonho rural com os amigos (Não posso deixar de comentar a pontinha de nostalgia do campo&#8230;). Plantar, semear cereais, legumes ou árvores; fazer criação de porcos, vacas, galinhas; enviar presentes aos vizinhos e aos amigos &#8211; uns ovinhos, uma galinha por ocasiões de festa; ajudar os vizinhos nas colheitas ou na preparação de terras para o plantio, regas, etc.; lidar e tratar dos animais domésticos, compor cercas, aprovisionar palha e erva, adubar terrenos, vigiar as colheitas dos ataques de animais selvagens e pragas, são algumas das actividades possíveis no Farmville.</p>
<p>E uma componente interessante é o facto de tudo isto poder ser feito em grande parte em comunidade, em colaboração com os vizinhos e amigos reais (os de carne e osso).</p>
<p>No entanto, algo de estranho retira o carácter verosímil à experiência. Senão vejamos: as colheitas são automáticas, as vacas ilimitadas, as sementeiras rentáveis, os morangos virtuais, e, depois, tropeça-se nas referências a ganhar muito dinheiro. Essa falta de realismo é largamente compensada pela entusiasmante sensação de que tudo é fácil, se compra e se controla com truques. Aliás, truques deve ser a palavra mais utilizada nestes blogs, extensões do jogo. Numa leitura rápida ficamos a saber que a forma de avançar rapidamente nos níveis da quinta é apostando nas plantações de soja. E porque não plantar árvores em cima de árvores, quando já não há terra ou dinheiro para ela? No mínimo engenhoso, mas começo as desconfiar das bondades pedagógicas do jogo.</p>
<p>Existem manuais e guias para sementeiras mais rentáveis e, como não podia deixar de ser numa sociedade e economia com regras, existem as <a class="wpGallery" title="Farmville Stats" href="http://www.farmvillestats.com/" target="_blank">Farmville Stats</a> ou <a class="wpGallery" title="Farmville Statistics" href="http://farmville-statistics.comli.com" target="_blank">Farmville Statistics</a> que permitem calcular as melhores colheitas, sementes, animais, decoração, combustível, consumíveis, veículos e fazer comparativos.</p>
<h4>Razões para &#8220;agarrar&#8221; as pessoas</h4>
<p>Quase tudo o que mexe na Internet é matéria de estudo, já que um fenómeno bem aceite e assimilado pela comunidade em rede impressiona sempre pela rapidez de contágio. Está-se sempre a bater novo recorde.</p>
<p>A respeito do Farmville, encontrei um texto de análise que enumera 5 factores que explicam o fenómeno. Resolvi acrescentar-lhe outros pontos, não que não tenham relação com os mencionados, mas porque os considero tão importantes que merecem ser individualizados.</p>
<ol>
<li>Menciona-se o <strong>grau de envolvimento e detalhe realista do jogo</strong> &#8211; compram-se sementes, existe moeda própria, vêem-se as plantas crescer, fazem-se contas aos gastos e aos possíveis lucros, e as pessoas tomam mesmo decisões de administração dos seus bens.</li>
<li>O segundo tópico referido é a<strong> força da rede</strong>, ou seja, as relações de boa vizinhança que convém cultivar e cuidar. As relações reais podem ver-se reforçadas por solidariedade, cooperação em trabalhos, partilha de lucros, ofertas, etc., mas também podem ser criadas relações de contexto virtual.</li>
<li>O carácter <strong>viciante</strong> é o terceiro ponto. Prende-se com aquele impulso de estar sempre a melhorar algo, de ser prestável com os outros, para tirar partido e ter apoios em futuras necessidades. Os jogadores sentem-se impelidos a dar mais um jeitinho, e quando dão por ela, vão à sua quinta várias vezes ao dia, nem que seja para se certificarem de que está tudo bem. No mesmo artigo referem-se episódios dramáticos de pessoas que acordam a meio da noite para fazer colheitas ou que pedem a amigos para ir à quinta porque estão numa reunião de trabalho. A febre Farmville!</li>
<li>A forte<strong> componente comunicativa</strong>, sabiamente instigada pela arquitectura do jogo e estruturas de suporte, constitui um quarto aspecto.</li>
<li>O <strong>desenho inovador</strong>, estando sempre a ser criados novos elementos que dão mais realismo e criam novas situações &#8211; novas raças de cães, bandeiras nacionais, flores ou plantas com características sui generis.</li>
<li>Dar azo ao <strong>materialismo</strong>, sendo possível ter sucesso no campo virtual.</li>
<li>Alimentar algo que as pessoas adoram fazer: <strong>comparar</strong> quintas e ver as quintas dos outros.</li>
<li>Reviver o <strong>gosto pelo campo</strong>, sem ter as agruras reais. Neste espaço, apura-se o sentido da propriedade, a proximidade à natureza, a prática da boa vizinhança extinta.</li>
<li>Ter por base de utilizadores uma comunidade imensa &#8211; o <strong>Facebook.</strong></li>
<li>Tratar-se de um <strong>jogo gratuito e acessível</strong> em qualquer computador.</li>
<li>Uma outra explicação adiantada pela própria <a class="wpGallery" title="FarmVille: The Biggest Social Game of 2009 By the Numbers" href="http://www.insidesocialgames.com/2009/12/14/farmville-the-biggest-social-game-of-2009-by-the-numbers/" target="_blank">Zynga</a> é o facto do jogo <strong>ser sobre agricultura</strong> e se tratar de algo que faz parte das raizes. Todos têm ou acham que têm uma noção de como gerir uma quinta e têm ideias para pôr em prática.</li>
<li>Neste outro <a class="wpGallery" title="Valor educativo" href="http://edugamesresearch.com/blog/2010/02/27/is-farmville-educational/" target="_blank">artigo</a> discute-se o <strong>valor educativo</strong> do Farmville e não faltam elogios. Além de proporcionar casos práticos da área da matemática, permite explicar conceitos como retorno do investimento e acaba por ser uma realidade próxima a muitas crianças. Além disso, envolve e promove a socialização.</li>
</ol>
<h4>Manifestações, reacções</h4>
<p>Se os muitos utilizadores, no calor do jogo, reivindicam bandeiras nacionais para marcar a sua quinta como território nacional (Portugal já tem a sua) e esquecem a realidade comezinha do trabalho, outros tentam por limites a este ímpeto agrícola. Foi o que aconteceu na Câmara Municipal de Coimbra, cujo Presidente <a class="wpGallery" title="CMC - Corte no facebook" href="http://www.ionline.pt/conteudo/56081-camara-coimbra-corta-acesso-dos-funcionarios-ao-facebook" target="_blank">cortou o acesso</a> ao Facebook quando uma funcionária foi apanhada a tratar da quinta no horário de expediente. A <a class="wpGallery" title="CMC - Outra versão dos factos" href="http://www.diariocoimbra.pt/index.php?option=com_content&amp;task=view&amp;id=7085&amp;Itemid=116" target="_blank">responsável</a> pelos RH veio justificar a medida pela lentidão da rede e explicou que não foi corte generalizado, porque o Turismo e a Comunicação têm acesso à rede pela natureza das suas funções.</p>
<p>Quem também se entusiasmou foi um <a class="wpGallery" title="RU - Adolescente gasta 1000€ no Farmville" href="http://diario.iol.pt/tecnologia/facebook-ultimas-tvi24-jogos-online-credito-farmville/1153325-4069.html" target="_blank">adolescente</a> do Reino Unido que gastou em 2 semanas 1000€ para poder avançar rapidamente nos níveis. A mãe poupou a Zynga e a empresa do cartão de crédito utilizado, mas afirmou que devia haver um filtro que não permitisse usar o cartão de crédito com nome diferente do do jogador. Boa observação e excelente solução dada de bandeja à empresa. Não há dúvida nenhuma que há uma falha no funcionamento e que devia haver sistema de confirmação quando se passa a jogar a dinheiro.</p>
<h4>Futuro do jogo social</h4>
<p>Tudo indica que será brilhante, não exclusivamente para o Farmville, até porque nestas questões de jogos, o auge é rápido, mas a queda também, embora neste caso concreto o Farmville se mantenha em excelente posição no <a class="wpGallery" title="Top25 dos jogos no Facebook - Maio 2010" href="http://www.insidesocialgames.com/2010/05/03/top-25-facebook-games-for-may-2010/" target="_blank">top25 Facebook de Maio</a> (78 milhões) sem mostrar desgaste e com vantagem significativa em relação aos seus competidores directos (2º Birthay Cards 34 milhões; Texas Holdem Poker 29 milhões).</p>
<p>Apesar da curta vida dos jogos, prevê-se que seja constante a procura de jogos em redes sociais. Está a ocorrer um investimento brutal neste sector e há boas perspectivas de lucros e crescimento do mercado.</p>
<p>Um <a class="wpGallery" title="Inside Virtual Goods" href="http://www.insidevirtualgoods.com/future-social-gaming/" target="_blank">estudo</a> muito completo de Justin Smith revela aspectos bem curiosos, como se pode ver na breve <a class="wpGallery" title="Inside Virtual Goods - apresentação" href="http://tarciziosilva.com.br/blog/tag/inside-social-games/" target="_blank">apresentação</a>. Este mercado movimentou 500 milhões de dólares em 2009 e estima-se que a receita será de 800 milhões para este ano e uma generalização a todos os continentes. As empresas líderes, os chamados &#8220;players&#8221;, são a Zynga, a Palyfish e a Playdom.</p>
<p>Como o Facebook não dá sinais de abrandamento e é uma rede imensa, ideal para jogos desta natureza que precisam de redes grandes, o natural é que a dupla jogos sociais e Facebook continue a ser o prato forte.</p>
<p>Segundo dados recentes, a publicidade não funciona neste modelo de negócio. O que produz realmente dinheiro e é uma oportunidade de negócio são as vendas dos denominados &#8220;bens virtuais&#8221; em troca de dinheiro bem real. Só nos EUA essas compras representam mil milhões de dólares. Estamos a falar de extras e bónus dos jogos (avatars, armas, poderes, presentes virtuais). Por exemplo, no Farmville, é possível comprar terra extra, tractores mais eficientes.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-732 aligncenter" title="Facebook Gift Shop" src="http://agulha.camorim.eu/wp-content/uploads/2010/05/facebook_gift.png" alt="Facebook Gift Shop" width="531" height="351" /></p>
<p>Mas esta moda existe em todas as plataformas sociais &#8211; seja o Facebook, o MySpace, o próprio iPhone. O Facebook tem a sua loja de presentes onde se pode comprar bolos de aniversário, canecas de cerveja, músicas, flores, peluches. O seu recente sistema de créditos convertível em dinheiro real estabelece 1 dólar para 10 créditos, o que equivale dizer que com esse dinheiro é possível comprar a fatia do bolo de chocolate reproduzida na imagem. Depois é só escrever a mensagem e enviar para o destinatário em correio público ou privado.</p>
<p>Contudo, o grosso da receita é gerado através dos jogos, por isso o Facebook está a preparar uma taxa ou imposto a aplicar aos &#8220;bens&#8221; transaccionados na sua plataforma por empresas externas. O sistema de créditos acima referido prepara-se pois para ser a moeda de troca no universo Facebook e será mais do que natural que se imponha nos jogos.</p>
<p>Quem disse que a economia actual é virtual? Esta realidade dos jogos sociais pode ser entendida como um ensaio geral para o novo mundo que está já aí.</p>
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		<title>Backups &#8211; Boas práticas (parte 2)</title>
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		<pubDate>Sat, 10 Apr 2010 22:37:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cláudia Amorim</dc:creator>
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No artigo anterior fiz uma abordagem algo teórica ao tema das cópias de segurança. Agora, apresento algumas das soluções disponíveis (que está longe de ser exaustiva) para um utilizador singular ou para uma pequena rede e qual o procedimento que adoptei para evitar que novos &#8220;acidentes&#8221; deixem marcas permanentes. Como o sistema que utilizo é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" title="Salvaguarda" src="http://farm3.static.flickr.com/2442/4055529793_a73dacdc36_b.jpg" alt="" width="675" height="451" /></p>
<p>No artigo <a href="http://agulha.camorim.eu/conceitos/backups-boas-praticas-parte-1/" target="_blank">anterior</a> fiz uma abordagem algo teórica ao tema das cópias de segurança. Agora, apresento algumas das soluções disponíveis (que está longe de ser exaustiva) para um utilizador singular ou para uma pequena rede e qual o procedimento que adoptei para evitar que novos &#8220;acidentes&#8221; deixem marcas permanentes. Como o sistema que utilizo é essencialmente <a href="http://www.ubuntu.com/" target="_blank">Ubuntu</a> (1 desktop e 2 portáteis) os exemplos basear-se-ão na plataforma GNU/Linux e mais concretamente no ambiente <a href="http://www.gnome.org/" target="_blank">Gnome</a>.</p>
<p>As soluções para backup podem classificar-se segundo duas perspectivas: a tipologia (método e formato utilizado) e o suporte (onde é alojada a cópia de segurança).</p>
<p>Quanto à tipologia podemos ter cópias &#8220;espelho&#8221; e arquivos. As primeiras consistem em replicar totalmente os ficheiros, pastas, partições ou mesmo discos completos. Esta réplica não se limita aos ficheiros, incorporando também a estrutura das pastas, permissões de acesso e mesmo relações entre os diferentes ficheiros. Já os arquivos agregam os ficheiros que se pretendem salvaguardar num único ficheiro/arquivo que pode ser comprimido e/ou encriptado por questões de segurança.</p>
<p>Quanto ao suporte podemos guardar o nosso backup num repositório local, num suporte externo amovível ou num repositório remoto.<br />
Pode ser ainda utilizada a tecnologia <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/RAID" target="_blank">Raid</a> para manter cópias sincronizadas num parque de discos, mas esse método não se enquadra no âmbito deste artigo.</p>
<h4>Cópias espelho</h4>
<p>Existem inúmeras aplicações que realizam cópias espelho, sincronização de ficheiros ou <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/File_synchronization" target="_blank">file sync</a>. Podemos afirmar que o seu funcionamento é independente do sistema operativo e passa pela definição dos ficheiros, pastas, partições ou discos a salvaguardar; o suporte para onde se pretende criar a cópia e a periodicidade da sua realização são definidos pelo utilizador.<br />
Para ambiente Windows ou Mac existem imensas aplicações, e uma simples pesquisa no Google é um bom ponto de partida. Algumas gratuitas, outras nem por isso. Na perspectiva open source que caracteriza o &#8220;Agulha no palheiro&#8221; proponho o <a href="http://rsync.samba.org/" target="_blank">rsync</a> na sua versão <a href="http://www.rsync.net/resources/howto/windows_rsync.html" target="_blank">Windows</a> ou <a href="http://www.rsync.net/resources/howto/mac_rsync.html" target="_blank">Mac</a>. Nas aplicações em versão proprietária, um produto bem conceituado, mas que não conheço em detalhe, é o <a href="http://www.acronis.pt/backup-recovery/" target="_blank">Acronis</a>.</p>
<p>O rsync é na sua essência uma aplicação de linha de comandos, mas para os sistemas GNU/Linux existe uma grande variedade de soluções gráficas para facilitar a vida aos utilizadores. No ambiente Gnome, e após experimentar uma série de aplicações, seleccionei o <a href="http://gadmintools.flippedweb.com/index.php?option=com_content&amp;task=view&amp;id=51&amp;Itemid=38" target="_blank">Gadmin-Rsync</a> que faz parte de um conjunto mais abrangente de aplicações administrativas  &#8211; as <a href="http://gadmintools.flippedweb.com" target="_blank">GadminTools</a>.<br />
A configuração é extremamente simples e resume-se a:</p>
<ol>
<li> identificar as pastas ou ficheiros que devem ser salvaguardados</li>
<li>indicar onde será alojada a cópia de segurança</li>
<li> programar com que regularidade deve ser efectuada a cópia</li>
</ol>
<h4>Arquivos</h4>
<p>Esta abordagem é provavelmente a mais conhecida e utilizada. Desde o simples ficheiro <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/ZIP_%28file_format%29" target="_blank">zip</a> até formatos encriptados proprietários que só podem ser manipulados por aplicações específicas, as soluções são inúmeras.<br />
Das que experimentei, recomendo a <a href="http://sourceforge.net/projects/sbackup/" target="_blank">Simple Backup Solution</a>, pois possui uma configuração extremamente simples e com algumas soluções predefinidas que cobrem a maior parte das necessidades.</p>
<p>As vantagem evidentes da utilização dos arquivos são a economia na área de armazenamento e a simplicidade no processo de guardar uma cópia desses arquivos em suportes externos. Contudo, não optei por esta solução, pois agrada-me ter uma cópia &#8220;sempre fresca&#8221; dos ficheiros num formato que posso consultar sem problemas.</p>
<h4>Repositório local</h4>
<p>Para um acesso rápido às cópias, estas devem estar alojadas numa máquina com acesso directo. Pode ser um servidor de ficheiros ou um segundo disco. O protocolo sob o qual se ligam as máquinas não condiciona o processo, podendo ser uma ligação <a href="http://www.samba.org/" target="_blank">Samba</a>, <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Secure_Shell" target="_blank">SSH</a>, etc.</p>
<h4>Suporte externo amovível</h4>
<p><img class="alignleft" title="Disco externo" src="http://farm4.static.flickr.com/3208/2718620866_fe7f15fe73_m.jpg" alt="" width="192" height="192" />Com a redução substancial dos custos dos discos rígidos externos, esta solução tornou-se bastante acessível. Alguns fornecedores de hardware já começaram a incluir nos seus produtos soluções integradas de backup, como é o caso da Western Digital com os seus <a href="http://www.wdc.com/en/products/index.asp?cat=8" target="_blank">My Book</a>.</p>
<p>Para soluções mais profissionais o recurso a sistemas automáticos de salvaguarda em fita magnética &#8220;<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Magnetic_tape_data_storage" target="_blank">tape backup</a>&#8221; continua a ser uma opção bastante válida. Para uma consulta à gama disponível actualmente sugiro uma visita a sites de empresas que oferecem este tipo de hardware, como por exemplo a <a href="http://www.tandbergdata.com/" target="_blank">Tandberg</a>.</p>
<h4>Repositório remoto<img class="alignright" title="HP C7000 BladeSystem" src="http://farm5.static.flickr.com/4038/4333373664_bb6e57a3c2.jpg" alt="" width="263" height="350" /></h4>
<p>A tendência de aumento da velocidade de transferência de dados nas redes actuais torna cada vez mais ténue a fronteira entre a nossa máquina/repositório local e um repositório remoto. Na prática, um acesso a um repositório remoto é muito idêntico aos procedimentos e possibilidades de utilização do repositório local, variando somente a velocidade de comunicação. Um serviço simples e interessante é o <a href="http://one.ubuntu.com" target="_blank">Ubuntu One</a> que oferece 2Gb grátis para sincronização de ficheiros e notas.<br />
Existem contudo serviços integrados que disponibilizam, de uma forma transparente para o utilizador, as ferramentas e processos de backup associados a um espaço de alojamento remoto. Um dos atractivos destes serviços é a salvaguarda contra desastres naturais (ou não tão naturais) como inundações, incêndios ou terramotos. Os <a href="http://agulha.camorim.eu/conceitos/as-atencoes-voltadas-para-os-data-center/" target="_blank">datacenters</a> estão em edifícios adequados e, dificilmente sofreremos simultâneamente os efeitos dessas calamidades.  A maior parte das empresas desta área oferecem o serviço gratuito para atrair clientes, embora as limitações de espaço sejam óbvias. Há uma grande oferta &#8211; uma simples pesquisa devolve dezenas de fornecedores.</p>
<p>Dos que testei, pareceu-me bastante interessante e com uma óptima relação funcionalidade/preço, o <a href="http://www.crashplan.com" target="_blank">CrashPlan</a>. Além da salvaguarda remota dos dados, permite a utilização de outros níveis de arquivo como por exemplo um disco local ou um disco externo. Possui um interface bastante simples e a automatização dos processos é linear.</p>
<p>Outros bastante conhecidos são o <a href="http://www.adrive.com/" target="_blank">Adrive</a>, o <a href="http://www.mozy.com" target="_blank">Mozy</a> ou o <a href="http://www.dropbox.com" target="_blank">Dropbox</a>.</p>
<p><a href="http://www.crashplan.com" target="_blank"><img class="alignnone" title="Crashplan" src="http://farm3.static.flickr.com/2406/2125914235_f24c6c631a_o.jpg" alt="" width="190" height="97" /></a><a href="http://www.adrive.com" target="_blank"><img class="alignnone" title="Adrive" src="http://static.adrive.com/images/logo.jpg" alt="" /></a></p>
<p><a href="http://www.mozy.com" target="_blank"><img class="alignnone" title="Mozy" src="http://farm2.static.flickr.com/1086/1225718305_9ba8244077.jpg" alt="" width="206" height="52" /></a><a href="http://www.dropbox.com" target="_blank"><img class="alignnone" title="Dropbox" src="http://farm4.static.flickr.com/3019/2609985292_34bbe6a240_o.png" alt="" width="180" height="58" /></a></p>
<h4>A minha solução</h4>
<p>Sem pretensões de ser a solução ideal, mas somente a título de exemplo, apresento agora as opções que tomei para salvaguardar os dados na minha rede pessoal.<br />
Como já mencionado adoptei a sincronização de ficheiros e pastas utilizando o rsync como tipologia. A aplicação que o executa é o gadmin-rsync. Seleccionei todos os ficheiros/pastas que considerei importantes e agendei o processo para uma cópia diária.<br />
Quanto ao suporte, o gadmin-rsync cria a cópia (arquivo de 1º nível) para um segundo disco que tenho no desktop. Como esse segundo disco é partilhado, via Samba, na minha rede local, os portáteis também o utilizam para armazenar as suas cópias.<br />
Paralelamente, tenho a correr o Crashplan que me arquiva, também numa base diária, os mesmos ficheiros (arquivo de 2º nível). Este processo é mais moroso pelo que a sua utilização para recuperar os dados é utilizada como opção final. É útil também para transferir ficheiros quando estou fora e sem acesso ao desktop, podendo-o considerar como um repositório ftp.<br />
Finalmente faço semanalmente, aqui de forma manual, uma cópia completa do meu &#8220;repositório local&#8221; para um disco externo (arquivo de 3º nível).</p>
<h4>Quando o Murphy não deu tréguas</h4>
<p>Se não tem uma cópia disponível ou se tudo o resto correu mal a solução final é recorrer a um serviço de recuperação de dados. É bastante oneroso, mas se os dados o justificarem&#8230; Como exemplo existe o serviço de recuperação de dados da <a href="http://europe.iomegadatarecovery.com/" target="_blank">Iomega</a>.</p>
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		<title>Backups &#8211; Boas práticas (parte 1)</title>
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		<pubDate>Tue, 16 Mar 2010 00:00:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cláudia Amorim</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Imagine que um vírus infecta o seu computador, ou a sua rede completa, tornando inacessíveis ou mesmo limpando todos os ficheiros que produziu. Ou então que, numa operação aparentemente inocente e rotineira, um utilizador apaga uma pasta ou mesmo um disco completo. Se a máquina for pessoal sentir-se -á, no mínimo frustrado e com raiva [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright" style="margin-left: 10px; margin-right: 10px;" title="Pânico (Panic room por LunaDiRimmel)" src="http://farm4.static.flickr.com/3081/2886049368_818fe10ee6.jpg" alt="" width="353" height="234" />Imagine que um vírus infecta o seu computador, ou a sua rede completa, tornando inacessíveis ou mesmo limpando todos os ficheiros que produziu. Ou então que, numa operação aparentemente inocente e rotineira, um utilizador apaga uma pasta ou mesmo um disco completo. Se a máquina for pessoal sentir-se -á, no mínimo frustrado e com raiva pelo que aconteceu. Mas se estivermos a falar de um ambiente de negócio, dependendo da profundidade do &#8220;ataque ou acidente&#8221;, pode estar em causa a sobrevivência da actividade.</p>
<p>Pois, era daquelas coisas que &#8220;só acontecem aos outros&#8221; e que, apesar de estar consciente dos riscos, não merecia muita atenção da minha parte. Até que recentemente um &#8220;acidente&#8221;, vulgo &#8220;clicar onde não devia&#8221;, apagou-me toda a pasta documentos onde está alojado todo o meu trabalho! Tenho por hábito fazer ocasionalmente cópias de segurança dos dados que considero críticos. Contudo a última cópia datava de há 4 semanas pelo que era esse o custo que teria que pagar &#8211; e tinham sido 4 semanas bem duras. Recorrendo à comunidade Linux &#8211; sempre pronta a ajudar e a partilhar as suas experiências &#8211; consegui recuperar os ficheiros e livrei-me de umas jornadas de trabalho forçado para conseguir cumprir os compromissos.<br />
Sentir os efeitos na primeira pessoa fez-me reflectir sobre os procedimentos que tinha instalado e como os melhorar para minimizar os riscos.</p>
<h4>Data Backup, Restore &amp; Archive</h4>
<p>Estes termos, universalmente associados à segurança de dados, têm os respectivos pares em Português e cujas definições sintetizo de seguida.<br />
Data backup, ou cópia de segurança de dados, é o procedimento de transferir ou salvaguardar os dados de um sistema (que pode ser constituído por um computador único ou conjunto de computadores ligados em rede) para um sistema de armazenamento externo. Este sistema pode ser uma fita magnética (tape drive), um disco externo, um servidor de backup ou um data center remoto.</p>
<p style="text-align: left;"><img class="alignleft" style="margin: 0px 10px;" title="Disco rígido (Deep Thoughts por Tor Håkon)" src="http://farm4.static.flickr.com/3230/3115680244_32c5f00871.jpg" alt="" width="383" height="255" />Na eventualidade de ocorrer a perda de informação, a cópia de segurança será utilizada para repor &#8211; Restore &#8211; o sistema no estado anterior ao incidente, permitindo retomar a actividade de forma normal.<br />
Um arquivo &#8211; Archive &#8211; é, tal como se deduz, um repositório a médio/longo prazo de cariz mais ou menos permanente, onde se depositam as cópias de segurança. De forma geral, os arquivos encontram-se fora das instalações onde se aloja o sistema e em condições que permitam garantir a sua segurança contra eventuais intempéries ou cataclismos. A sua utilização é vital para negócios onde a manipulação de informação está no core da actividade (uma instituição financeira por exemplo).</p>
<h4>Que ficheiros proteger?</h4>
<p>A tentação é querer salvaguardar tudo, particularmente nestes tempos em que o armazenamento em massa começa a ficar muito acessível. Mas, por outro lado, o volume de informação que transaccionamos cresce exponencialmente. Por questões de eficiência na utilização dos recursos e utilidade do próprio processo de backup, devemos somente guardar os ficheiros que realmente o justifiquem.<br />
Na linha da frente estão os ficheiros de dados que são alterados/utilizados frequentemente e que verdadeiramente &#8220;pertencem&#8221; ao utilizador. Com uma periodicidade menor deverão ser salvaguardados os ficheiros do sistema que, apesar de poderem ser restaurados a partir das fontes disponíveis em suporte físico ou em repositórios virtuais, abreviam o restauro do mesmo sistema em caso de calamidade.<br />
A frequência da execução das cópias de segurança poderá variar em função do tipo de ficheiro e da taxa de actualização da informação. Por exemplo, é habitual efectuar um backup diário dos ficheiros de dados e um semanal do sistema. Ficheiros críticos para a actividade podem ter várias cópias por dia. Existem ainda outras soluções em que é mantida uma réplica dos ficheiros seleccionados quase em tempo real.</p>
<h4>Tipos de backup</h4>
<p>Além do backup total &#8211; cópia de segurança integral dos ficheiros seleccionados, existem outras formas de realizar as cópias de segurança de um modo mais expedito e optimizado.<br />
As cópias de segurança parciais incidem sobre todos os ficheiros adicionados ou alterados desde o último backup. Estas podem ser do tipo diferencial (tomam como base a última cópia total) ou incremental (tomam como base a última cópia total ou parcial).</p>
<p><img class="alignright" style="margin-left: 10px; margin-right: 10px;" title="As peças que faltam (Bricked up por Martin Deutsch)" src="http://farm3.static.flickr.com/2481/3704616908_f07fcae907.jpg" alt="" width="331" height="331" />O backup diferencial, em conjunção com o total, deve ser utilizado quando se pretende um restauro rápido e sem problemas. Um procedimento habitual passa por realizar uma cópia de segurança total semanal ou quinzenalmente em paralelo com cópias diferenciais diárias. Com este método o processo de restauro é mais eficiente porque só se recorre a duas cópias (uma total e uma diferencial). Contudo o processo de backup é mais lento, pois são guardados mais ficheiros em cada operação.<br />
O backup incremental, por oposição ao diferencial, tem um processo de backup mais rápido, já que toma como base um estado mais próximo, e um restauro mais lento pois pode exigir o recurso a várias cópias de segurança, realizadas desde a cópia total.</p>
<h4>Qual a melhor estratégia?</h4>
<p>Como é vulgar neste tipo de situações, tudo depende do que é mais importante para si ou para a organização. Se o tempo disponível para realizar as cópias de segurança é vital, então é aconselhável optar pelas incrementais. Deste modo, as interrupções na normal operação do sistema são minimizadas. Mas, se por outro lado, a rapidez e simplicidade no processo de restauro é valorizada, dever-se-á abraçar um esquema de cópias de segurança diferenciais.</p>
<h4>Soluções disponíveis</h4>
<p>Na <a href="http://agulha.camorim.eu/instrumentos/backups-boas-praticas-parte-2/" target="_blank">parte 2</a> apresentarei algumas soluções com as quais me cruzei no decurso da pesquisa para encontrar o sistema adequado às minhas necessidades.</p>
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