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Empreendedorismo feminino em Portugal – Aurora Silva

Esta intervenção no 5º Girl Geek Dinners de 19 de Fevereiro procurou dar a conhecer o panorama do empreendedorismo de raiz feminina no país. Mas, como é apanágio em Portugal, faltam estatísticas e o estudo mostrou ter uma base de trabalho muito pequena e nada representativa da realidade.
Uma das fontes utilizadas foram inquéritos às mulheres inscritas na APME (Associação Portuguesa das Mulheres Empresárias), tendo-se obtido uma trintena de respostas num universo de 300 associadas. Outra fonte foi a análise dos Conselhos de Administração das empresas do PSI20 (11 mulheres, mas 3 com funções executivas).
Há alguns dados curiosos, mas muitas perguntas ficam em aberto. O self-employement feminino é negativo. Representa 20% do total do emprego feminino. Regista-se que 84% tem emprego próprio com altos e baixos, mas as que empregam, fazem-no de forma muito estável.
Seria muito útil saber em que áreas as mulheres estão a apostar, de que idades e em que circunstâncias.
O micro-crédito representa nos tempos mais recentes uma oportunidade para muitas pessoas de avançarem com o seu próprio negócio. Parece-me que a informação desses organismos não foi considerada no estudo e, diga-se em abono da verdade, que a análise do PSI20 não dá propriamente um retrato nacional. Na relação instituição-instituição não creio que fosse complicado obter estes dados. Embora defenda preferencialmente que qualquer organismo púbico deva ter os seus datasets acessíveis e prontos para consulta e análise por parte de quem deseje. Por estas e por outras, o Datamasher (feito em Drupal) e os OpenData são tão expressivos nalguns países. Disponibilizar os dados do trabalho dos organismos não é opção, antes obrigação e um serviço público.

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