Logo

Girl Geek Dinners, a origem – Sarah Blow

Repassando o seu percurso e a origem do GGD, Sarah falou da instalação precoce dos estereótipos e da necessidade de estimular as meninas para as áreas tecnológicas. Contou que desde cedo se interessou por gadgets e sempre adorou resolver problemas, mas que foi um professor que aos 18 anos a influenciou no sentido da escolha das TI e não do Direito, como definira inicialmente.


Portanto a imersão desde cedo a a escola são fundamentais para que homens e mulheres dêem o seu contributo a áreas tão essenciais como as tecnologias.
Da sua experiência, referiu que os homens gostam de mulheres no local de trabalho, e que o IT ajuda a partilhar, encoraja a experimentar, desafia estereótipos, inspira professores e pais. Actuar nas escolas é muito importante para ter impactos.
Deixou uma mensagem forte e suficientemente clara de actuação de todos nós:

  • Pensar empreendedoramente
  • Revelar forças
  • Procurar parceiros naquilo que somos fracos (ninguém sabe tudo)
  • Procurar inspiração
  • Sair da zona de conforto
  • Acreditar que faz a diferença

Registo áudio:



Social Enterpreneurship – Good Craft por Carina Lopes

A Carina é investigadora cultural com experiência em gestão de projectos culturais, análise de boas práticas em relação ao desenvolvimento cultural e investigação sobre a utilização das novas tecnologias multimédia em contextos urbanos. No doutoramento em curso analisa o impacto das tecnologias móveis e de localização na forma como os grandes centros urbanos são organizados e vividos pelos seus utilizadores em áreas cruciais como a saúde e os transportes.
É co-fundadora da ‘Good Craft Collective’ – uma empresa de empreendedorismo social e uma colaboradora em projectos educativos de impacto local.

O apoio à ONG Observatorio Venezoelano de violencia em Caracas serviu de exemplificação ao modo de actuação da Good Craft que trabalha simultaneamente as áreas da responsabilidade, transparência, acesso e sustentabilidade social com recurso às tecnologias open source. Na cidade, o índice de assassinatos é dos mais elevados, senão o mais elevado do mundo. Todavia, o governo Chávez cruza os braços e deixa que a violência alastre. É contra este estado de coisas que a Good Craft age, ajudando os organismos locais a reunir e compilar informação e a formar pessoas para uma mudança e pressão para a mudança e defesa das populações.
Tanto as ONG como a própria Good Craft utilizam ferramentas abertas como Openatrium, Managing News, ambos de base Drupal.

Ainda houve tempo para mencionar os quatro estados de desenvolvimento do empreendedorismo social e a nota bibliográfica – Your chance to change the world, de Craig Dearden-Philips.
1. Sonhar – pensar, falar, anota, pesquisar
2. Agir – planear, fazer coisas
3. Procurar sustentabilidade – tornar sólido, procurar conhecimentos certos, adaptar objectivos iniciais
4. Expandir – ter tempo para pensar grande, crescer

Registo áudio:



Empreendedorismo feminino em Portugal – Aurora Silva

Esta intervenção no 5º Girl Geek Dinners de 19 de Fevereiro procurou dar a conhecer o panorama do empreendedorismo de raiz feminina no país. Mas, como é apanágio em Portugal, faltam estatísticas e o estudo mostrou ter uma base de trabalho muito pequena e nada representativa da realidade.
Uma das fontes utilizadas foram inquéritos às mulheres inscritas na APME (Associação Portuguesa das Mulheres Empresárias), tendo-se obtido uma trintena de respostas num universo de 300 associadas. Outra fonte foi a análise dos Conselhos de Administração das empresas do PSI20 (11 mulheres, mas 3 com funções executivas).
Há alguns dados curiosos, mas muitas perguntas ficam em aberto. O self-employement feminino é negativo. Representa 20% do total do emprego feminino. Regista-se que 84% tem emprego próprio com altos e baixos, mas as que empregam, fazem-no de forma muito estável.
Seria muito útil saber em que áreas as mulheres estão a apostar, de que idades e em que circunstâncias.
O micro-crédito representa nos tempos mais recentes uma oportunidade para muitas pessoas de avançarem com o seu próprio negócio. Parece-me que a informação desses organismos não foi considerada no estudo e, diga-se em abono da verdade, que a análise do PSI20 não dá propriamente um retrato nacional. Na relação instituição-instituição não creio que fosse complicado obter estes dados. Embora defenda preferencialmente que qualquer organismo púbico deva ter os seus datasets acessíveis e prontos para consulta e análise por parte de quem deseje. Por estas e por outras, o Datamasher (feito em Drupal) e os OpenData são tão expressivos nalguns países. Disponibilizar os dados do trabalho dos organismos não é opção, antes obrigação e um serviço público.

Registo áudio:



Face in Motion: interactive solutions for real life solutions

Face in Motion: interactive solutions for real life solutions – Verónica Costa Orvalho
Verónica Costa Orvalho tem o doutoramento pela Universidade Politécnica da Catalunha em Desenvolvimento de Software (Computação Gráfica), centrando a sua investigação em “Facial Animation for CG Films and Videogames”.
Desde pequena que gosta da animação e realização de filmes e já trabalhou com empresas como a IBM e Ericsson, e produtoras de filmes. Recebeu vários prémios no contexto dos projectos “Photorealistic facial animation and recognition”, “Face Puppet” e “Face In Motion”.
É actualmente professora da Universidade do Porto, directora de Porto Interactive Center e co-fundadora da empresa Face In Motion. Colabora com diversas empresas de filmes e jogos, nomeadamente, Blur Studios, Electronic Arts, Microsoft Portugal, Dygra Films, e grupos de investigação das universidade de Stanford e Politécnica da Catalunha.
Apresentou entusiasticamente o seu trabalho que de forma muito simplista consiste em captar expressões da face e do corpo. Realizar investigação a aplicar nestas áreas fica extremamente caro, por isso concorre a projectos para arranjar financiamentos: Golem, Vere, LifeisGame. O Vere por exemplo embebe a pessoa num mundo virtual de estímulos. O LifeisGame reconhece e analisa expressões e cria corpora para referência das emoções humanas.
A aplicação do produto do seu trabalho é directamente a indústria dos jogos e animação, mas também a reabilitação por exemplo e a área da saúde em geral.
Face in Motion
A criação da empresa Face In Motion tem os seguintes objectivos: automatizar o que é “conceptual art” via scanning 3D (implica modeling, rigging – control); dar qualidade cinematográfica ao produto; democratizar o acesso e custo à tecnologia de ponta nesta área; proceder à validação por modelo, o que representa redução de 90 a 99% do tempo e esforço na elaboração dos personagens, pois obras que tomavam meses e não eram reutilizáveis são o target desta solução, e ainda a eliminação de erros  pela necessidade de execução de tarefas repetitivas.
O objectivo não é evitar artistas, apenas dar mais controlo e acesso à qualidade e possibilidades tecnológicas.
O conceito por detrás é: “create once, use many”, o que implica a abstracção do modelo: 3 personagens animadas diferentes dizem o mesmo texto de forma convincente usando as mesmas expressões de rosto.
Orientação clara para o mercado
O Face in Motion tem estado a colaborar em muitos filmes de animação e 3D. A estratégia inicial foi a de contactar empresas (Filmax, Sony, Blur, Weta, Pixar) para identificar problemas, todas eles a apontar para as caras/ expressões.vc
Desde então, trabalha com empresas há 7 anos e recebe material sob confidencialidade e entrega resultados. Criou uma relação de confiança e tem tido muitas oportunidades de investigar nestas empresas.
Processo e ferramentas
Na parte das questões, o público interessou-se por saber detalhes e colocou um par de questões muito oportunas que ajudaram a aprofundar o tema.
A Verónica disse que usavam OpenGL, Mathlab e álgebra linear para calcular os pontos no rosto de um personagem que são transpostos para outro rosto distinto automaticamente sem qualquer esforço adicional. Ainda explicou que não eram necessários conhecimentos de anatomia, porque a ferramenta trata de transpor/converter a partir de 6 pontos fulcrais de referência.
Uma questão colocada foi a de fazer sentido apresentar uma watermark a assinalar tratar-se de uma produção ficcional para alertar as pessoas tal é a semelhança com a realidade.

Na 5ª edição dos encontros PGGD (Portugal Girl Geek Dinners) foi tema o Face in Motion: interactive solutions for real life solutions por Verónica Costa Orvalho.

Verónica Costa Orvalho tem o doutoramento pela Universidade Politécnica da Catalunha em Desenvolvimento de Software (Computação Gráfica), centrando a sua investigação em “Facial Animation for CG Films and Videogames”.

Desde pequena que gosta da animação e realização de filmes e já trabalhou com empresas como a IBM e Ericsson, e produtoras de filmes. Recebeu vários prémios no contexto dos projectos “Photorealistic facial animation and recognition”, “Face Puppet” e “Face In Motion”.

É actualmente professora da Universidade do Porto, directora de Porto Interactive Center e co-fundadora da empresa Face In Motion. Colabora com diversas empresas de filmes e jogos, nomeadamente, Blur Studios, Electronic Arts, Microsoft Portugal, Dygra Films, e grupos de investigação das universidade de Stanford e Politécnica da Catalunha.

Apresentou entusiasticamente o seu trabalho que, de forma muito simplista, consiste em captar expressões da face e do corpo. Ora, realizar investigação para o mercado nesta área fica extremamente caro, por isso concorre a projetos para arranjar financiamentos: Golem, Vere, LifeisGame. O Vere, por exemplo, embebe a pessoa num mundo virtual de estímulos. O LifeisGame reconhece e analisa expressões e cria corpora para referência das emoções humanas.

O alvo direto do produto do seu trabalho é a indústria dos jogos e animação, mas também a reabilitação por exemplo e a área da saúde em geral.

Face in Motion

A criação da empresa Face In Motion tem os seguintes objectivos: automatizar o que é “conceptual art” via scanning 3D (implica modeling, rigging – control); dar qualidade cinematográfica ao produto; democratizar o acesso e custo à tecnologia de ponta nesta área; proceder à validação do trabalho por modelo, o que representa redução de 90 a 99% do tempo e esforço na elaboração dos personagens, pois obras que tomavam meses e não eram reutilizáveis são o target desta solução Esta solução ainda visa a eliminação de erros  decorrentes da execução de tarefas repetitivas.

O objectivo não é evitar artistas, apenas dar mais controlo e acesso à qualidade, usando as possibilidades tecnológicas. O conceito por detrás é: “create once, use many”, o que implica a abstração do modelo: 3 personagens animadas diferentes apresentam expressões faciais semelhantes, sem que isso tenha representado um trabalho triplicado, como exemplificado com um curto vídeo.

Orientação clara para o mercado

O Face in Motion tem estado a colaborar em muitos filmes de animação e 3D. A estratégia inicial foi a de contactar empresas (Filmax, Sony, Blur, Weta, Pixar) para identificar problemas, todas eles a apontar para as caras/ expressões.

O trabalho com empresas do setor dura há mais de 7 anos e Verónica explicou que recebe o material sob cláusulas apertadas de confidencialidade e entrega de resultados. Criou uma relação de confiança e tem tido muitas oportunidades de investigar nestas empresas.

Processo e ferramentas

Na parte das questões, o público interessou-se por saber detalhes e colocou um par de questões muito oportunas que ajudaram a aprofundar o tema.

A Verónica disse que usavam OpenGL, Mathlab e álgebra linear para calcular os pontos no rosto de um personagem que são transpostos para outro rosto distinto automaticamente sem qualquer esforço adicional. Ainda explicou que não eram necessários conhecimentos de anatomia, porque a ferramenta trata de transpor/converter a partir de 6 pontos fulcrais de referência.

Uma questão colocada foi a de que se achava que fazia sentido apresentar uma watermark a assinalar uma produção ficcional para alertar as pessoas do facto, tal é a semelhança com a realidade. Confessou que nunca tinha pensado no assunto, embora reconhecesse fazer sentido. Outras opiniões lembraram que a diferenciação realidade/ ficção já se coloca noutras situações, caso da manipulação da fotografia, mas pessoalmente considero que esta questão se vai colocar cada vez mais com acuidade, até porque não será mera manipulação, mas pura imersão em mundos virtuais.

Registo áudio:



Computação Científica Distribuída com Recurso a GPUs

Apesar dos vários meses que nos separam deste evento a qualidade dos conteúdos discutidos e das apresentações não o deixam caducar!

Pitxyoki

Apresento agora mais uma das sessões do DebianDayPT 2010, que decorreu na Universidade de Aveiro a 04 de Setembro de 2010. O orador foi Luís Miguel Picciochi de Oliveira (mais conhecido por Pitxyoki) e apresentou o seu projecto de Computação Científica Distribuída com Recurso a GPUs.

Trata-se de uma abordagem à utilização de GPUs, cada vez mais acessíveis e com mais capacidade de processamento, na computação científica. O conceito gira em torno do desenvolvimento de uma framework para escalonamento de trabalhos em ambientes heterogéneos e distribuídos, e com suporte para diferentes configurações. Isto passa pela utilização de diversos componentes independentes e potencialmente distribuídos por várias máquinas como o Job Scheduler, o Job Manager e o PU-Manager.

Abaixo os slides da apresentação:


E o registo vídeo efectuado (gravação original gentilemente cedida por elmig):


Portugal Girl Geek Dinners faz um ano

O 1º aniversário de Girl Geek Dinners Portugal foi assinalado com uma sessão de luxo em termos de conteúdo e convívio.
O formato foi iniciado por Sarah Blow há cinco anos em Londres e pauta-se por ideias simples que funcionam: juntar num espaço experiências no feminino na área da tecnologia, favorecer o networking e o passa palavra num ambiente descontraído, de partilha de projectos e de ideias.
http://girlgeekdinners.com/
O espaço
O anfitrião foi o Clube Literário do Porto, cujas instalações são muito bonitas, cómodas e com vistas fabulosas para o Douro, pois fica na Rua Nova da Alfândega. O excelente programa cultural e as estantes carregadas de livros deliciosos foram inspiradores. Mas os encontros Girl Geek Dinners não têm um local exacto. A filosofia inerente ao projecto é o nomadismo, deslocando-se para onde houver ideias a apresentar e projectos a dar a conhecer.
O programa
Quatro sessões preencheram a tarde com novidades e projectos muitos diferentes, mas com uma característica comum – recusa em ficar na gaveta a aguardar melhores dias. Tratamento gráfico automático da expressão das personagens dos filmes de animação, empreendedorismo feminino português, empreendedorismo social e origem e motivações do programa e missão de Girl Geek Dinners, marcaram a agenda deste 5º encontro de PGGD num ano.
Organização
A Vânia Gonçalves criou o grupo há um ano e é ela própria bastante empreendedora e dinâmica, não se cansando de passar a mensagem que faz o sucesso das GGD em todo o mundo: spread the word, tell us your ideas and suggestions. A cada encontro tem conseguido abordar temas interessantes, convidando empresas e empreendedores individuais: jogos online, empreendedorismo feminino, mobile, software as a service.
Este trabalho não é de todo fácil, porque implica procurar temas actuais, projectos que comuniquem bem, patrocinadores. Os patrocínios não são obrigatórios, mas bem-vindos, porque permitem brindes aos participantes, lanche, cedência de espaço ou jantar. Os patrocinadores neste aniversário foram a Universidade do Porto, ELO e Clube Literário do Porto
http://www.linkedin.com/in/vaniagoncalves
O grupo
Este encontro reuniu cerca de 40 pessoas, tendo sido o mais generoso em participação dos 5 realizados até à data.
A língua franca do encontro foi o inglês, até porque a fundadora esteve presente.
Os participantes têm, regra geral, percursos muito interessantes com formações em universidades estrangeiras. Ninguém se coíbe de chegar ao conhecimento e enriquecer a sua visão e/ou experiência esteja a oportunidade onde estiver. Londres e Barcelona são centros activos para realização de projectos de cariz tecnológico.
Ao contrário do que se possa pensar, Girl Geek Dinners não é elistista nem feminista. O objectivo e prática são o de dar visibilidade e expressão a uma realidade ainda pouco expressiva, mas necessária. Mulheres com carreira tecnológica ainda não é corrente, mas não é um problema exclusivamente português. A Sarah testemunhou haver poucas adolescentes que seguem a carreira das tecnologias e ciência. Um cenário a mudar, para um futuro com mais oportunidades e profissionais mais felizes. A paixão das pessoas que laboram nestas áreas é indubitavelmente mais marcada e vívida.
Por tudo isto os Girl Geek Dinners são acontecimentos a não perder.

O 1º aniversário de Girl Geek Dinners Portugal foi assinalado com uma sessão de luxo em termos de conteúdo e convívio.

O formato foi iniciado por Sarah Blow há cinco anos em Londres e pauta-se por ideias simples que funcionam: juntar num espaço experiências no feminino na área da tecnologia, favorecer o networking e o passa palavra num ambiente descontraído, de partilha de projectos e de ideias.

O espaço

O anfitrião foi o Clube Literário do Porto, cujas instalações são muito bonitas, cómodas e com vistas fabulosas para o Douro, pois fica na Rua Nova da Alfândega. O excelente programa cultural e as estantes carregadas de livros deliciosos foram inspiradores. Mas os encontros Girl Geek Dinners não têm um local exacto. A filosofia inerente ao projecto é o nomadismo, deslocando-se para onde houver ideias a apresentar e projectos a dar a conhecer.

O programa

Quatro sessões preencheram a tarde com novidades e projectos muitos diferentes, mas com uma característica comum – recusa em ficar na gaveta a aguardar melhores dias. Tratamento gráfico automático da expressão das personagens dos filmes de animação, empreendedorismo feminino português, empreendedorismo social e origem e motivações do programa e missão de Girl Geek Dinners, marcaram a agenda deste 5º encontro de PGGD num ano.

Organização

A Vânia Gonçalves criou o grupo há um ano e é ela própria bastante empreendedora e dinâmica, não se cansando de passar a mensagem que faz o sucesso das GGD em todo o mundo: spread the word, tell us your ideas and suggestions. A cada encontro tem conseguido abordar temas interessantes, convidando empresas e empreendedores individuais: jogos online, empreendedorismo feminino, mobile, software as a service.

Este trabalho não é de todo fácil, porque implica procurar temas actuais, projectos que comuniquem bem, patrocinadores. Os patrocínios não são obrigatórios, mas bem-vindos, porque permitem brindes aos participantes, lanche, cedência de espaço ou jantar. Os patrocinadores neste aniversário foram a Universidade do Porto, ELO e Clube Literário do Porto

O grupo

Este encontro reuniu cerca de 40 pessoas, tendo sido o mais generoso em participação dos 5 realizados até à data.

A língua franca do encontro foi o inglês, até porque a fundadora esteve presente.

Os participantes têm, regra geral, percursos muito interessantes com formações em universidades estrangeiras. Ninguém se coíbe de chegar ao conhecimento e enriquecer a sua visão e/ou experiência esteja a oportunidade onde estiver. Londres e Barcelona são centros activos para realização de projectos de cariz tecnológico.

Ao contrário do que se possa pensar, Girl Geek Dinners não é elistista nem feminista. O objectivo e prática são o de dar visibilidade e expressão a uma realidade ainda pouco expressiva, mas necessária. Mulheres com carreira tecnológica ainda não é corrente, mas não é um problema exclusivamente português. A Sarah testemunhou haver poucas adolescentes que seguem a carreira das tecnologias e ciência. Um cenário a mudar, para um futuro com mais oportunidades e profissionais mais felizes. A paixão das pessoas que laboram nestas áreas é indubitavelmente mais marcada e vívida.

Por tudo isto os Girl Geek Dinners são acontecimentos a não perder.


Fork me – Dados Genéticos no Github

Ontem Manu Sporny criou um repositório com os seus dados genéticos no Github, permitindo a análise e tratamento dos mesmos por qualquer indivíduo, instituição ou empresa. Os dados estão disponíveis sob uma licença CCO – Creative Commons Public Domain License.

Convém esclarecer desde já que não se trata do genoma completo, mas sim dos dados genéticos que se podem obter a partir do serviço 23andme. O genoma humano possui cerca de 10 milhões de marcadores genéticos, sendo disponibilizados por este serviço a “somente” identificação de perto de 1 milhão e a análise de 160. Esta análise estatística elabora sobre a probabilidade de desenvolver no futuro determinada patologia com fundamento no código genético. Esta iniciativa levanta mais uma vez questões relativas à privacidade, protecção de dados e à acessibilidade ao que somos na essência. Esses temas e como o “autor” do código genético os equaciona são discutidos no seu blog, em particular nos comentários que surgiram de imediato. Sobre isso não farei comentários pois sai do objectivo deste artigo.

Não se pense contudo que esta atitude é inédita, pois já existem vários projectos similares que vieram à luz recentemente. Por exemplo o genomes unzipped, o Personal Genome Project, o Harappa Ancestry Project, e o Download my Genome de Sam Snyder. Os objectivos destes projectos variam na forma, mas orbitam a criação de ferramentas de análise e visualização da sequência genética. Deste modo procura-se acelerar o desenvolvimento de soluções de auxílio à investigação de doenças de origem genética. Uma base de conhecimento sobre a análise do código genético é a SMPedia, uma wiki onde se regista o significado de cada marcador genético e onde se alojam algumas ferramentas de análise do mesmo. Neste caso concreto o autor pretende gerar uma dinâmica de comunidade em torno de projecto de software livre que resulte em ferramentas web para melhorar os outputs actualmente disponíveis para tratar este tipo de dados. Em paralelo está a desenvolver uma startup em torno de uma aplicação com este mesmo objectivo. Outro projecto que já tem código utilizável é o que Nikhil Gopal apresenta. Tratam-se de ferramentas em Python para analisar os dados disponibilizados pela 23andMe. Também estão acessíveis num repositório Github.

Mas, não fosse o Github uma plataforma comunitária onde não há limites à imaginação, entre os vários forks que já se fizeram do código genético de Manu Sporny (14 no primeiro dia!), já existem patches que resolvem “bugs” e melhoram as capacidades do ser “original”. É o caso do TeMPOraL ou do cariaso, que resolveram um problema com o fechar da pálpebras e removeram o risco de doenças coronárias.

Sem deixar de ter o seu humor, é uma perspectiva verdadeiramente assustadora, este tunning do ser humano. Daqui a quanto tempo não se passará dos testes em software com a diminuição das “issue cues” aos protótipos de carne e osso?


Google: liderança ameaçada?

A pergunta que anda na boca de toda a gente é: o Google vai resistir? Por quanto tempo? A ameaça à liderança do gigante é bem real. Os grandes impérios caem sempre pela base! Depois de um ano em que o Facebook (FB) ultrapassou pela primeira vez o Google em número de visitas (o tráfego nas redes sociais superou o motor Google que liderava desde 2007) e não pára de angariar mais adeptos, colaboradores e receitas, boas razões têm os responsáveis do Google para se preocuparem.

Sinais dados pelas receitas

No ano de 2010, o Google teve lucros que ultrapassaram os 27 mil milhões de dólares com um crescimento de um trimestre para o outro. Face ao ano de 2009, conseguiu crescer 30%.

Google revenues (fonte: Google)

Google revenues (fonte: Google)

A Apple ainda teve um desempenho mais espectacular e triunfante, sobretudo graças ao último trimestre do ano. Ao todo facturou mais 61% que no ano de 2009, 22 mil milhões de dólares de lucros, sendo a fatia de vendas mais considerável a dos EUA, mas também na China. Vendeu só no último trimestre de 2010: 4 milhões de Macs (+23%), 16 milhões de iPhones (+86%), 7 milhões de iPads, 19 milhões de iPods (-7%). O Facebook foi avaliado recentemente em 50 mil milhões.

Para termos a noção dos valores em causa, uma empresa como o Ikea obteve um lucro anual de 2,6 mil milhões.

Apple: crescimento por produto entre 2005-2010

Apple: crescimento por produto entre 2005-2010

Mexida de cadeiras na direcção do Google

Há dias, num podcast do Twit, comentava-se que a direcção do Google parecia algo alienada da realidade, porque declarava o seu principal rival o Bing da Microsoft e não via perigo da parte do FB. No entanto, isto não deve ser tanto assim, e os responsáveis têm consciência da força das redes sociais na era nova dos negócios. Talvez por isso mesmo tenham optado por alterar as lideranças.

Larry Page, um dos fundadores, vai substituir, a aprtir de Abril, Eric Schmidt à frente há 10 anos, e Sergey Brin estará nos projectos estratégicos. A explicação dada aos investidores foi a de que a alteração visava ajustar melhor a acção dos dois e agilizar o processo de decisão.

A concorrência aperta e exigiu esta reformulação na alta direcção. Mas outras razões podem ser aventadas:

  • cristalização da estrutura, ao contrário de outras bem ágeis e mais simples, como a do próprio Twitter;
  • divergência de posições em casos como a censura na China, a entrada na guerra dos navegadores com o Chrome;
  • mas, sobretudo, devido à soma de conflitos com a indústria dos media, discográfica, editorial (Google acaba de lançar a loja online de livros nos EUA), e processos de desrespeito pela privacidade, sobretudo com origem na Europa e muito ligados ao Streetview. Portanto, o gigantismo tem assustado e colocado muitos organismos, estados e agências à defesa.

A ameaça chamada Facebook

A maior fatia da facturação do Google vem da publicidade e dos serviços de mobile e geolocalização. E os competidores mais directos e activos são o FB, a Apple e a dupla Yahoo-Microsoft.

Se o gerador de receitas do Google gira em torno do seu motor de pesquisa, é necessário que as pessoas de todo o mundo cada vez mais façam aí as suas pesquisasos e utilizem os seus serviços de forma a torná-los atractivos para o mercado empresarial investir aí em publicidade. É neste ponto que reside a debilidade da máquina Google. As pessoas estão a descobrir formas alternativas à até aqui única de estar e satisfazer as suas necessidades de pesquisa.

O Twitter, e cada vez mais o FB, permitem que um número crescente de utilizadores entrem e já não saiam e usem quase exclusivamente os seus serviços para o trabalho, amizade, etc. Outro factor discrepante e decisivo é o tempo de permanência. Se um motor como o Google retém os utilizadores por um período que demora a consulta, o Twitter ou o FB cativam as pessoas por períodos muito longos, criando oportunidades de serem mais facilmente abordados por empresas.

O ambiente social é extremamente interessante para os investidores e anunciantes, porque têm público em número, em permanência e em disponibilidade, afinal, passa-se tudo entre amigos, com lazer associado, etc. A pesquisa torna-se predominantemente social e as pessoas desejam as dicas de amigos e dos seus pares.
Além disso, estas redes estão em permanente revolução e com oferta de novos serviços que acrescentam valor. Nasceram no meio, sabem ouvir os públicos, vivem dessa sua capacidade para se moldarem. Veja-se o exemplo recente do FB que inaugurou o serviço de email instantâneo e SMS, em reposta aos muitos membros da rede que se queixavam da lentidão dos seus serviços convencionais de correio electrónico. Com o lançamento das conversas, como lhe chamou, o FB parece fazer frente ao Google e ameaçar o Gmail. Além disso, estiveram em palco desentendimentos, porque o Gmail passava os contactos ao FB, mas não o contrário. Assim, o Google fechou a porta (a sua API) aos programadores da plataforma FB.

O FB é um microcosmo, uma Internet dentro da Internet, com moeda própria, onde se entra e se tem tudo o que precisa. E nessa perspectiva, foi criado o serviço Facebook Connect que viabiliza a autenticação/ registo noutros sites sem nunca abandonar a plataforma FB. A parte curiosa na história, é que o Google ficou fora da festa. Isto é, os seus crawlers não têm acesso ao mundo FB, logo os seus resultados não vão mostrar o que as pessoas querem saber. Ao contrário, a Microsoft com o Bing oferece resultados do que se diz no FB em tempo real, serviço vedado ao Google. A Microsoft detém títulos do FB!

Este “afastamento” do Google ficou agravado pelo facto da empresa nunca ter conseguido ser bem sucedida nos produtos de vertente social: a rede social Google Me, o serviço Wave, o serviço Buzzer, foram reconhecidamente inovadores, mas não conquistaram as pessoas, não souberam ler-lhes o sentimento. Decididamente, o Google é de uma geração diferente do FB e parece não lidar bem com o social. Os responsáveis afirmam que não têm o mesmo conceito de Internet social que o FB, que não querem criar outro igual. Todavia o modelo de negócio baseado no social é bem rentável e atrai as empresas e receitas de publicidade. A manter-se assim, as receitas de publicidade do Google podem escapar-se, como já o indicam recentes dados.

Segundo a comStore, o Facebook já lidera em temros de publicidade gráfica.

comStore - publicidade gráfica

comStore - publicidade gráfica

Futuro

Pessoalmente, e apesar do gigantismo e algumas deformidades do Google, aprecio globalmente o trabalho que realiza. As iniciativas da empresa para atrair gente jovem, envolver-se em projectos de base alargada e interesse público é reconhecido. Orquestra sinfónica do Youtube, o Labs e o Code, com ferramentas úteis e de excelente qualidade, como por exemplo o Google refine, a ideia de reunir o máximo de informação para disponibilizar ao máximo de pessoas de todo o mundo, o esforço em melhorar os seu serviços sempre que é atacada por violar a privacidade e direitos de autor, as excelentes ferramentas de geolocalização ao serviço de grandes catástrofes e desastres naturais, por exemplo. Pode parecer demasiada generosidade – Be Good, mas essa vertente não existe no FB que é mais clubístico, mais voltado para o fazer dinheiro, mais fechado em si mesmo quanto aos planos que parecem reduzir-se a “como fazer com que as pessoas passem mais tempo na nossa plataforma?”

Admito que haja outras opiniões e que venha a mudar o meu ponto de vista, mas até à data não vi uma empresa com projectos tão diversificados, úteis em si mesmo, com valor acrescentado para populações, como o Google.


Sistemas operativos in-out

Muito se tem falado ultimamente sobre os sistemas operativos a propósito do Chrome OS, “Noting but the web”, não o navegador, mas o novíssimo sistema operativo do Google com estreia marcada para 2011.
A razão dos zuns-zuns prende-se com o facto de ser um sistema sem instalação local, inteiramente operacional na cloud. Não se pense que o Google está sozinho nisto, porque outras empresas estão a desenvolver o mesmo, ex. Jolicoud. Mas um outro motivo forte para os zuns-zuns é a alteração do actual quadro de líderes dos sistemas operativos tradicionais – Microsoft e Apple. E como não se pode dizer que estes estejam propriamente a dormir, de que forma estão a marcar a sua posição neste novo cenário?

Cloud ou local, eis a questão

Há cerca de três anos, a cloud era certamente um bicho muito assustador para empresas e utilizadores individuais. Todavia, lentamente, as pessoas passaram a usar pequenas aplicações, periféricas em relação às suas necessidades, alojadas na cloud. Começaram por guardar as suas fotos no servidor do Flickr ou Picasa, entretanto, descobriram a comodidade do Gmail e sincronizaram todos os seus dispositivos pelo repositório de email nos servidores do Google. Passaram a guardar algures os seus vídeos, caseiros ou profissionais, entretanto os projectos e outros documentos para mais facilmente poderem partilhar e trabalhar colaborativamente, bem como o seu portefólio, currículo, etc.
Com tantas aplicações na cloud usadas diariamente, passar a ter aí todo o sistema operativo não parece nada de outro mundo. Basicamente o PC, netbook ou smartphone, são meros terminais ou clientes de um mega-servidor onde ficam alojadas as aplicações para trabalhar e gerir todo o sistema, bem como os dados.
Não faltam vozes a levantarem-se contra esta tendência, sendo uma das mais ásperas a de Richard Stallman da Free Software Foundation que advoga que o SO (sistema operativo) na cloud representa a perda do controlo dos ficheiros, mas também a perda de controlo do sistema, dados, os ficheiros, porque tudo passará a estar nas mãos de empresas. Em várias intervenções, deixou claro que sistemas como o Chrome OS enganam os utilizadores. Apresentam a necessidade de armazenar menos no local como uma vantagem, pois os servidores Google tomam conta desse processo, mas que na verdade isso é um perigo.
Apesar do alerta ser legítimo, não se vislumbra que a tendência desacelere dados os benefícios imediatos. Quem ainda não experimentou o gozo de poder usar uma Dropbox, o iTunes, o UbuntuOne para aceder aos seus dados em qualquer momento, de qualquer parte do mundo, desde que tenha conexão à rede?

Traço comum aos sistemas operativos na cloud

Para já, o sistema operativo mais famoso é o Chrome OS, mas há e surgirão muitos mais. Jolicloud, uma solução da empresa francesa Vye, está pensada para netbooks e tem por base o Ubuntu, um interface atraente, e ainda mistura aplicações locais (por ex. GIMP para edição gráfica) e web apps.
O que distingue estes sistemas operativos dos convencionais é o uso exclusivo ou quase exclusivo de aplicações para web, a passagem do desktop para a web, a rapidez, a facilidade de sincronização com qualquer dispositivo que se ligue à conta, e o único requisito para funcionar ser a conexão. Já não são precisos conhecimentos ou tempo dedicado à instalação, actualização do sistema. Qualquer aplicação não disponível que se deseje, basta um simples clique para a activar, funcionando o mesmo para desligar. Um sistema intuitivo de switch on e off e uma imersão completa no mundo web e nas aplicações sociais, de produtividade, e outras que venham a surgir.

Sistemas operativos everywhere

Na CES de Las Vegas, Feira das novidades em tecnologia, passa a ideia de que no futuro já imediato, os sistemas operativos vão também estar presentes nos electrodomésticos e toda a gama de dispositivos, porque a tendência que começa a ganhar contornos visíveis é a de soluções hardware+software+serviços num único acto. Isto significa que nos bastidores, as empresas dos vários sectores, que têm trabalhado separadamente, terão agora que coordenar esforços e pensar produtos e serviços conjugando tudo num só.
A Apple é a empresa com maior experiência nesta área, porque sempre pensou o hardware em função do software e vice-versa, controlando o processo. Há também alguns anos, passou a controlar o 3º elemento, o dos serviços, ao lançar as suas plataformas, a App Store, o iTunes.
Esta perfeita sintonia entre as peças chave na construção do produto/ serviço final vai ser cada vez mais decisiva e fundamental para o sucesso.
Extrapolando o dito para um exemplo prático, os fabricantes dos frigoríficos terão de aproximar-se de empresas que desenvolvam aplicações e software a incorporar no frigorífico, e os dois terão de atrair um outro parceiro que se encarrega da oferta do serviço de entregas e encomendas ao domicílio – um hipermercado/ distribuidor.

Um outro exemplo, este já um produto no mercado, o Withings Smart Baby vigia o bebé, transmitindo imagens e sons através do sistema operativo Android e do iPhone. Portanto, o campo de aplicação é vasto.

Conclusão

Neste cenário, os sistemas operativos mais abertos, flexíveis e com mais massa crítica e programadores associados, vingarão por certo. E o sistema Android, agora utilizado para smartphones, poderá vir a ser estendido a outros dispositivos. Ou mesmo o Chrome OS ou qualquer outros sistema que reúna as vantagens referidas.

Com a chegada da cloud, os sistemas opertivos não perigam, pelo contrário, alarga-se o âmbito de aplicação (da informática aos electrodomésticos). Eles estarão por todo o lado, simplesmente poderão estar alojados localmente ou num qualquer servidor na Internet.


Ronda ao open-source

O ano de 2010 ficou marcado por várias movimentações, avanços, mas também recuos no mundo da tecnologia open-source.
Cada vez é mais real a presença do open-source no dia a dia das empresas e pessoas, sobretudo se considerarmos o móvel e a cloud computing, onde o Linux tem forte presença.
Destaco alguns episódios associados a marcas conhecidas do mundo do open-source.

Ubuntu, a distribuição Linux por excelência!

O Linux conheceu ao longo dos anos centenas de distribuições, e a SUSE acaba de lançar um serviço que permite a qualquer pessoa criar a sua própria distribuição, o SUSE Studio.
Todavia, o Ubuntu é a mais bem sucedida, a que aposta numa adopção generalizada e trabalha a usabilidade com profissionalismo.
A estratégia da Canonical está claramente definida e não se cinge aos PC, porque o futuro está na série de dispositivos móveis, sejam tablets ou smartphones com que a empresa e a comunidade Ubuntu vai querer cruzar em 2011.

Novell à venda

A casa-mãe de uma outra distribuição Linux, SUSE e OpenSUSE, está a ser alvo de um negóciod e contornos pouco claros entre a Attachmate e a Microsoft. É a tentativa da Microsoft impedir a VMWare de adquirir a Novell e de dar mais um passos no mundo do Linux.
As posições ambíguas e desconcertantes deste gigante têm sempre efeitos perversos no open source. O Drupal foi um dos casos. Depois da Microsoft ter a colaboração da comunidade para criar código, queria cobrar pelo produto. Os utilizadores e a comunidade SUSE e OpenSuse têm bem razões para estar apreensivos.

Oracle e as suas machadadas

Um thriller e uma machadada forte na comunidade open-source com a compra e desmantelamento da Sun Microsystem que era um viveiro de projectos e inovação – BD MySQL, sistema operativo Solaris e OpenSolaris, OpenOffice, Java.
A Oracle sempre liderou e marcou posições no campo empresarial. Se aquando da compra da Sun, não se sabia exactamente o que pretendia fazer com os produtos e desenvolvimentos herdados, ao longo deste ano isso ficou claro. Os planos eram comprar para eliminar a concorrência. Temendo o pior, a Apache pegou no projecto Java da Sun e fez um fork. O mesmo aconteceu ao nível das BD, a MariaDB é já um fork do MySQL por se recear o abandono do projecto.
Acerca do OpenOffice, declarado morto por muitos, revitaliza agora com o nome LibreOffice. É verdade que a concorrência das aplicações web Office (Google Apps e Zoho) marcam pontos e estão ambientadas ao meio web onde nasceram e se desnvolveram, mas por outro lado, em países onde a ligação à Internet não é um dado adquirido, aplicações office locais fazem sentido. Além disso, a comunidade do LibreOffice acha que terá agora condições para crescer e desenvolver o código que durante muito tempo esteve impedida de fazer debaixo da Oracle.

Chrome OS, Linux na base

A maior parte das pessoas desconhece que muitas das aplicações que usa têm tecnologia open-source na base. Se pensarmos nos milhões de sites com bases de dados, servidores, etc. Mas também é usual nalgumas empresas usar código aberto, como o faz o Google.
O seu sistema operativo Chrome OS, tal como o Android para os smartphones, tem n