Logo

Arquivo por ‘Eventos’ Categoria

Girl Geek Dinners, a origem – Sarah Blow

Repassando o seu percurso e a origem do GGD, Sarah falou da instalação precoce dos estereótipos e da necessidade de estimular as meninas para as áreas tecnológicas. Contou que desde cedo se interessou por gadgets e sempre adorou resolver problemas, mas que foi um professor que aos 18 anos a influenciou no sentido da escolha das TI e não do Direito, como definira inicialmente.


Portanto a imersão desde cedo a a escola são fundamentais para que homens e mulheres dêem o seu contributo a áreas tão essenciais como as tecnologias.
Da sua experiência, referiu que os homens gostam de mulheres no local de trabalho, e que o IT ajuda a partilhar, encoraja a experimentar, desafia estereótipos, inspira professores e pais. Actuar nas escolas é muito importante para ter impactos.
Deixou uma mensagem forte e suficientemente clara de actuação de todos nós:

  • Pensar empreendedoramente
  • Revelar forças
  • Procurar parceiros naquilo que somos fracos (ninguém sabe tudo)
  • Procurar inspiração
  • Sair da zona de conforto
  • Acreditar que faz a diferença

Registo áudio:



Social Enterpreneurship – Good Craft por Carina Lopes

A Carina é investigadora cultural com experiência em gestão de projectos culturais, análise de boas práticas em relação ao desenvolvimento cultural e investigação sobre a utilização das novas tecnologias multimédia em contextos urbanos. No doutoramento em curso analisa o impacto das tecnologias móveis e de localização na forma como os grandes centros urbanos são organizados e vividos pelos seus utilizadores em áreas cruciais como a saúde e os transportes.
É co-fundadora da ‘Good Craft Collective’ – uma empresa de empreendedorismo social e uma colaboradora em projectos educativos de impacto local.

O apoio à ONG Observatorio Venezoelano de violencia em Caracas serviu de exemplificação ao modo de actuação da Good Craft que trabalha simultaneamente as áreas da responsabilidade, transparência, acesso e sustentabilidade social com recurso às tecnologias open source. Na cidade, o índice de assassinatos é dos mais elevados, senão o mais elevado do mundo. Todavia, o governo Chávez cruza os braços e deixa que a violência alastre. É contra este estado de coisas que a Good Craft age, ajudando os organismos locais a reunir e compilar informação e a formar pessoas para uma mudança e pressão para a mudança e defesa das populações.
Tanto as ONG como a própria Good Craft utilizam ferramentas abertas como Openatrium, Managing News, ambos de base Drupal.

Ainda houve tempo para mencionar os quatro estados de desenvolvimento do empreendedorismo social e a nota bibliográfica – Your chance to change the world, de Craig Dearden-Philips.
1. Sonhar – pensar, falar, anota, pesquisar
2. Agir – planear, fazer coisas
3. Procurar sustentabilidade – tornar sólido, procurar conhecimentos certos, adaptar objectivos iniciais
4. Expandir – ter tempo para pensar grande, crescer

Registo áudio:



Empreendedorismo feminino em Portugal – Aurora Silva

Esta intervenção no 5º Girl Geek Dinners de 19 de Fevereiro procurou dar a conhecer o panorama do empreendedorismo de raiz feminina no país. Mas, como é apanágio em Portugal, faltam estatísticas e o estudo mostrou ter uma base de trabalho muito pequena e nada representativa da realidade.
Uma das fontes utilizadas foram inquéritos às mulheres inscritas na APME (Associação Portuguesa das Mulheres Empresárias), tendo-se obtido uma trintena de respostas num universo de 300 associadas. Outra fonte foi a análise dos Conselhos de Administração das empresas do PSI20 (11 mulheres, mas 3 com funções executivas).
Há alguns dados curiosos, mas muitas perguntas ficam em aberto. O self-employement feminino é negativo. Representa 20% do total do emprego feminino. Regista-se que 84% tem emprego próprio com altos e baixos, mas as que empregam, fazem-no de forma muito estável.
Seria muito útil saber em que áreas as mulheres estão a apostar, de que idades e em que circunstâncias.
O micro-crédito representa nos tempos mais recentes uma oportunidade para muitas pessoas de avançarem com o seu próprio negócio. Parece-me que a informação desses organismos não foi considerada no estudo e, diga-se em abono da verdade, que a análise do PSI20 não dá propriamente um retrato nacional. Na relação instituição-instituição não creio que fosse complicado obter estes dados. Embora defenda preferencialmente que qualquer organismo púbico deva ter os seus datasets acessíveis e prontos para consulta e análise por parte de quem deseje. Por estas e por outras, o Datamasher (feito em Drupal) e os OpenData são tão expressivos nalguns países. Disponibilizar os dados do trabalho dos organismos não é opção, antes obrigação e um serviço público.

Registo áudio:



Face in Motion: interactive solutions for real life solutions

Face in Motion: interactive solutions for real life solutions – Verónica Costa Orvalho
Verónica Costa Orvalho tem o doutoramento pela Universidade Politécnica da Catalunha em Desenvolvimento de Software (Computação Gráfica), centrando a sua investigação em “Facial Animation for CG Films and Videogames”.
Desde pequena que gosta da animação e realização de filmes e já trabalhou com empresas como a IBM e Ericsson, e produtoras de filmes. Recebeu vários prémios no contexto dos projectos “Photorealistic facial animation and recognition”, “Face Puppet” e “Face In Motion”.
É actualmente professora da Universidade do Porto, directora de Porto Interactive Center e co-fundadora da empresa Face In Motion. Colabora com diversas empresas de filmes e jogos, nomeadamente, Blur Studios, Electronic Arts, Microsoft Portugal, Dygra Films, e grupos de investigação das universidade de Stanford e Politécnica da Catalunha.
Apresentou entusiasticamente o seu trabalho que de forma muito simplista consiste em captar expressões da face e do corpo. Realizar investigação a aplicar nestas áreas fica extremamente caro, por isso concorre a projectos para arranjar financiamentos: Golem, Vere, LifeisGame. O Vere por exemplo embebe a pessoa num mundo virtual de estímulos. O LifeisGame reconhece e analisa expressões e cria corpora para referência das emoções humanas.
A aplicação do produto do seu trabalho é directamente a indústria dos jogos e animação, mas também a reabilitação por exemplo e a área da saúde em geral.
Face in Motion
A criação da empresa Face In Motion tem os seguintes objectivos: automatizar o que é “conceptual art” via scanning 3D (implica modeling, rigging – control); dar qualidade cinematográfica ao produto; democratizar o acesso e custo à tecnologia de ponta nesta área; proceder à validação por modelo, o que representa redução de 90 a 99% do tempo e esforço na elaboração dos personagens, pois obras que tomavam meses e não eram reutilizáveis são o target desta solução, e ainda a eliminação de erros  pela necessidade de execução de tarefas repetitivas.
O objectivo não é evitar artistas, apenas dar mais controlo e acesso à qualidade e possibilidades tecnológicas.
O conceito por detrás é: “create once, use many”, o que implica a abstracção do modelo: 3 personagens animadas diferentes dizem o mesmo texto de forma convincente usando as mesmas expressões de rosto.
Orientação clara para o mercado
O Face in Motion tem estado a colaborar em muitos filmes de animação e 3D. A estratégia inicial foi a de contactar empresas (Filmax, Sony, Blur, Weta, Pixar) para identificar problemas, todas eles a apontar para as caras/ expressões.vc
Desde então, trabalha com empresas há 7 anos e recebe material sob confidencialidade e entrega resultados. Criou uma relação de confiança e tem tido muitas oportunidades de investigar nestas empresas.
Processo e ferramentas
Na parte das questões, o público interessou-se por saber detalhes e colocou um par de questões muito oportunas que ajudaram a aprofundar o tema.
A Verónica disse que usavam OpenGL, Mathlab e álgebra linear para calcular os pontos no rosto de um personagem que são transpostos para outro rosto distinto automaticamente sem qualquer esforço adicional. Ainda explicou que não eram necessários conhecimentos de anatomia, porque a ferramenta trata de transpor/converter a partir de 6 pontos fulcrais de referência.
Uma questão colocada foi a de fazer sentido apresentar uma watermark a assinalar tratar-se de uma produção ficcional para alertar as pessoas tal é a semelhança com a realidade.

Na 5ª edição dos encontros PGGD (Portugal Girl Geek Dinners) foi tema o Face in Motion: interactive solutions for real life solutions por Verónica Costa Orvalho.

Verónica Costa Orvalho tem o doutoramento pela Universidade Politécnica da Catalunha em Desenvolvimento de Software (Computação Gráfica), centrando a sua investigação em “Facial Animation for CG Films and Videogames”.

Desde pequena que gosta da animação e realização de filmes e já trabalhou com empresas como a IBM e Ericsson, e produtoras de filmes. Recebeu vários prémios no contexto dos projectos “Photorealistic facial animation and recognition”, “Face Puppet” e “Face In Motion”.

É actualmente professora da Universidade do Porto, directora de Porto Interactive Center e co-fundadora da empresa Face In Motion. Colabora com diversas empresas de filmes e jogos, nomeadamente, Blur Studios, Electronic Arts, Microsoft Portugal, Dygra Films, e grupos de investigação das universidade de Stanford e Politécnica da Catalunha.

Apresentou entusiasticamente o seu trabalho que, de forma muito simplista, consiste em captar expressões da face e do corpo. Ora, realizar investigação para o mercado nesta área fica extremamente caro, por isso concorre a projetos para arranjar financiamentos: Golem, Vere, LifeisGame. O Vere, por exemplo, embebe a pessoa num mundo virtual de estímulos. O LifeisGame reconhece e analisa expressões e cria corpora para referência das emoções humanas.

O alvo direto do produto do seu trabalho é a indústria dos jogos e animação, mas também a reabilitação por exemplo e a área da saúde em geral.

Face in Motion

A criação da empresa Face In Motion tem os seguintes objectivos: automatizar o que é “conceptual art” via scanning 3D (implica modeling, rigging – control); dar qualidade cinematográfica ao produto; democratizar o acesso e custo à tecnologia de ponta nesta área; proceder à validação do trabalho por modelo, o que representa redução de 90 a 99% do tempo e esforço na elaboração dos personagens, pois obras que tomavam meses e não eram reutilizáveis são o target desta solução Esta solução ainda visa a eliminação de erros  decorrentes da execução de tarefas repetitivas.

O objectivo não é evitar artistas, apenas dar mais controlo e acesso à qualidade, usando as possibilidades tecnológicas. O conceito por detrás é: “create once, use many”, o que implica a abstração do modelo: 3 personagens animadas diferentes apresentam expressões faciais semelhantes, sem que isso tenha representado um trabalho triplicado, como exemplificado com um curto vídeo.

Orientação clara para o mercado

O Face in Motion tem estado a colaborar em muitos filmes de animação e 3D. A estratégia inicial foi a de contactar empresas (Filmax, Sony, Blur, Weta, Pixar) para identificar problemas, todas eles a apontar para as caras/ expressões.

O trabalho com empresas do setor dura há mais de 7 anos e Verónica explicou que recebe o material sob cláusulas apertadas de confidencialidade e entrega de resultados. Criou uma relação de confiança e tem tido muitas oportunidades de investigar nestas empresas.

Processo e ferramentas

Na parte das questões, o público interessou-se por saber detalhes e colocou um par de questões muito oportunas que ajudaram a aprofundar o tema.

A Verónica disse que usavam OpenGL, Mathlab e álgebra linear para calcular os pontos no rosto de um personagem que são transpostos para outro rosto distinto automaticamente sem qualquer esforço adicional. Ainda explicou que não eram necessários conhecimentos de anatomia, porque a ferramenta trata de transpor/converter a partir de 6 pontos fulcrais de referência.

Uma questão colocada foi a de que se achava que fazia sentido apresentar uma watermark a assinalar uma produção ficcional para alertar as pessoas do facto, tal é a semelhança com a realidade. Confessou que nunca tinha pensado no assunto, embora reconhecesse fazer sentido. Outras opiniões lembraram que a diferenciação realidade/ ficção já se coloca noutras situações, caso da manipulação da fotografia, mas pessoalmente considero que esta questão se vai colocar cada vez mais com acuidade, até porque não será mera manipulação, mas pura imersão em mundos virtuais.

Registo áudio:



Computação Científica Distribuída com Recurso a GPUs

Apesar dos vários meses que nos separam deste evento a qualidade dos conteúdos discutidos e das apresentações não o deixam caducar!

Pitxyoki

Apresento agora mais uma das sessões do DebianDayPT 2010, que decorreu na Universidade de Aveiro a 04 de Setembro de 2010. O orador foi Luís Miguel Picciochi de Oliveira (mais conhecido por Pitxyoki) e apresentou o seu projecto de Computação Científica Distribuída com Recurso a GPUs.

Trata-se de uma abordagem à utilização de GPUs, cada vez mais acessíveis e com mais capacidade de processamento, na computação científica. O conceito gira em torno do desenvolvimento de uma framework para escalonamento de trabalhos em ambientes heterogéneos e distribuídos, e com suporte para diferentes configurações. Isto passa pela utilização de diversos componentes independentes e potencialmente distribuídos por várias máquinas como o Job Scheduler, o Job Manager e o PU-Manager.

Abaixo os slides da apresentação:


E o registo vídeo efectuado (gravação original gentilemente cedida por elmig):


Portugal Girl Geek Dinners faz um ano

O 1º aniversário de Girl Geek Dinners Portugal foi assinalado com uma sessão de luxo em termos de conteúdo e convívio.
O formato foi iniciado por Sarah Blow há cinco anos em Londres e pauta-se por ideias simples que funcionam: juntar num espaço experiências no feminino na área da tecnologia, favorecer o networking e o passa palavra num ambiente descontraído, de partilha de projectos e de ideias.
http://girlgeekdinners.com/
O espaço
O anfitrião foi o Clube Literário do Porto, cujas instalações são muito bonitas, cómodas e com vistas fabulosas para o Douro, pois fica na Rua Nova da Alfândega. O excelente programa cultural e as estantes carregadas de livros deliciosos foram inspiradores. Mas os encontros Girl Geek Dinners não têm um local exacto. A filosofia inerente ao projecto é o nomadismo, deslocando-se para onde houver ideias a apresentar e projectos a dar a conhecer.
O programa
Quatro sessões preencheram a tarde com novidades e projectos muitos diferentes, mas com uma característica comum – recusa em ficar na gaveta a aguardar melhores dias. Tratamento gráfico automático da expressão das personagens dos filmes de animação, empreendedorismo feminino português, empreendedorismo social e origem e motivações do programa e missão de Girl Geek Dinners, marcaram a agenda deste 5º encontro de PGGD num ano.
Organização
A Vânia Gonçalves criou o grupo há um ano e é ela própria bastante empreendedora e dinâmica, não se cansando de passar a mensagem que faz o sucesso das GGD em todo o mundo: spread the word, tell us your ideas and suggestions. A cada encontro tem conseguido abordar temas interessantes, convidando empresas e empreendedores individuais: jogos online, empreendedorismo feminino, mobile, software as a service.
Este trabalho não é de todo fácil, porque implica procurar temas actuais, projectos que comuniquem bem, patrocinadores. Os patrocínios não são obrigatórios, mas bem-vindos, porque permitem brindes aos participantes, lanche, cedência de espaço ou jantar. Os patrocinadores neste aniversário foram a Universidade do Porto, ELO e Clube Literário do Porto
http://www.linkedin.com/in/vaniagoncalves
O grupo
Este encontro reuniu cerca de 40 pessoas, tendo sido o mais generoso em participação dos 5 realizados até à data.
A língua franca do encontro foi o inglês, até porque a fundadora esteve presente.
Os participantes têm, regra geral, percursos muito interessantes com formações em universidades estrangeiras. Ninguém se coíbe de chegar ao conhecimento e enriquecer a sua visão e/ou experiência esteja a oportunidade onde estiver. Londres e Barcelona são centros activos para realização de projectos de cariz tecnológico.
Ao contrário do que se possa pensar, Girl Geek Dinners não é elistista nem feminista. O objectivo e prática são o de dar visibilidade e expressão a uma realidade ainda pouco expressiva, mas necessária. Mulheres com carreira tecnológica ainda não é corrente, mas não é um problema exclusivamente português. A Sarah testemunhou haver poucas adolescentes que seguem a carreira das tecnologias e ciência. Um cenário a mudar, para um futuro com mais oportunidades e profissionais mais felizes. A paixão das pessoas que laboram nestas áreas é indubitavelmente mais marcada e vívida.
Por tudo isto os Girl Geek Dinners são acontecimentos a não perder.

O 1º aniversário de Girl Geek Dinners Portugal foi assinalado com uma sessão de luxo em termos de conteúdo e convívio.

O formato foi iniciado por Sarah Blow há cinco anos em Londres e pauta-se por ideias simples que funcionam: juntar num espaço experiências no feminino na área da tecnologia, favorecer o networking e o passa palavra num ambiente descontraído, de partilha de projectos e de ideias.

O espaço

O anfitrião foi o Clube Literário do Porto, cujas instalações são muito bonitas, cómodas e com vistas fabulosas para o Douro, pois fica na Rua Nova da Alfândega. O excelente programa cultural e as estantes carregadas de livros deliciosos foram inspiradores. Mas os encontros Girl Geek Dinners não têm um local exacto. A filosofia inerente ao projecto é o nomadismo, deslocando-se para onde houver ideias a apresentar e projectos a dar a conhecer.

O programa

Quatro sessões preencheram a tarde com novidades e projectos muitos diferentes, mas com uma característica comum – recusa em ficar na gaveta a aguardar melhores dias. Tratamento gráfico automático da expressão das personagens dos filmes de animação, empreendedorismo feminino português, empreendedorismo social e origem e motivações do programa e missão de Girl Geek Dinners, marcaram a agenda deste 5º encontro de PGGD num ano.

Organização

A Vânia Gonçalves criou o grupo há um ano e é ela própria bastante empreendedora e dinâmica, não se cansando de passar a mensagem que faz o sucesso das GGD em todo o mundo: spread the word, tell us your ideas and suggestions. A cada encontro tem conseguido abordar temas interessantes, convidando empresas e empreendedores individuais: jogos online, empreendedorismo feminino, mobile, software as a service.

Este trabalho não é de todo fácil, porque implica procurar temas actuais, projectos que comuniquem bem, patrocinadores. Os patrocínios não são obrigatórios, mas bem-vindos, porque permitem brindes aos participantes, lanche, cedência de espaço ou jantar. Os patrocinadores neste aniversário foram a Universidade do Porto, ELO e Clube Literário do Porto

O grupo

Este encontro reuniu cerca de 40 pessoas, tendo sido o mais generoso em participação dos 5 realizados até à data.

A língua franca do encontro foi o inglês, até porque a fundadora esteve presente.

Os participantes têm, regra geral, percursos muito interessantes com formações em universidades estrangeiras. Ninguém se coíbe de chegar ao conhecimento e enriquecer a sua visão e/ou experiência esteja a oportunidade onde estiver. Londres e Barcelona são centros activos para realização de projectos de cariz tecnológico.

Ao contrário do que se possa pensar, Girl Geek Dinners não é elistista nem feminista. O objectivo e prática são o de dar visibilidade e expressão a uma realidade ainda pouco expressiva, mas necessária. Mulheres com carreira tecnológica ainda não é corrente, mas não é um problema exclusivamente português. A Sarah testemunhou haver poucas adolescentes que seguem a carreira das tecnologias e ciência. Um cenário a mudar, para um futuro com mais oportunidades e profissionais mais felizes. A paixão das pessoas que laboram nestas áreas é indubitavelmente mais marcada e vívida.

Por tudo isto os Girl Geek Dinners são acontecimentos a não perder.


What’s Drupal

Divulgando, ou melhor revisitando, o excelente encontro da comunidade Drupal em Portugal que ocorreu no passado dia 27 de Novembro no Elearning Café no Porto, vamos publicar a primeira das apresentações realizadas: What’s Drupal.

whats-drupal

Com base em inúmeros blogs e documentos da comunidade, dos quais se destacam naturalmente o blog do fundador e coordenador do projecto Dries Buytaert,  procurou-se traçar o percurso do Drupal até à actualidade, apontando as forças e as linhas de trabalho para o futuro próximo. Sobressaiu ainda a versatilidade da solução, a forma de estar Drupal, a “empresarialização dos serviços”  para que o Drupal concorra no mercado empresarial.

Imagem editada a partir do original de marcobrisone

Registo áudio:


Apresentação:



Drupal enche a sala no Meetup Porto

O ensaio para o primeiro DrupalCamp em Portugal aconteceu no Porto, no Café Elearning, com a presença e participação activa de quase 40 drupalistas. Isto sem contar com membros da comunidade que impedidos pela distância assistiram ao streaming feito durante o encontro.
Foi um dia em cheio que arrancou às 11h30 e terminou às 19h com apresentações variadas, boa comunicação com quem assistia, clima de troca e muita conversa, mesmo no período de almoço.
Apoios da logística, espaço e acolhimento da Neoscopio e lanche da Trellon.

A parte da manhã foi mais orientada para a introdução e apresentação genérica do Drupal. Já na secção da tarde, apostou-se mais no lado técnico e na discussão do DrupalCamp de Março.

What’s Drupal traçou o percurso do Drupal até à actualidade e apontou as forças e as linhas de trabalho para o futuro próximo. Sobressaiu a versatilidade da solução, a forma de estar Drupal, a “empresarialização dos serviços”  para que o Drupal concorra no mercado empresarial.

“Drupal7″ apresentou as melhorias do D7 em termos de interface, nomeadamente na imagem e usabilidade. Ainda houve lugar a uma pequena demo com criação de algum conteúdo e modo de funcionamento do interface, mais intuitivo, rápido e personalizável.

“Introdução à programação no Drupal” começou por focar a questão junto dos clientes do código criado. A prática da Neoscopio tem sido a de relevar junto dos clientes o benefício de partilhar código e usar o de terceiros pela vantagem óbvia de aliviar a empresa no que se refere à sua manutenção. Mas sempre que se levanta a questão do código estar associado ao negócio e se levantarem temores, opta-se pela assinatura de contratos de confidencialidade. Mostrou-se ainda um conjunto de ferramentas úteis à programação: o IDE KDeveloper, o Subversion para controlo de versões, o módulo Examples do Drupal, o Devel.

“Ngynx, notas de um subterrâneo” delineou as vantagens deste servidor de origem russa. Desde que houve tradução da documentação para o inglês, tem merecido o voto de confiança e tem sido uma escolha de vários projectos em detrimento do Apache. O Ngynx é event loop, pelo que não fica bloqueado com um pedido. Também consome menos memória e permite uma configuração de vários aspectos como segurança, prevenção do bootstrapping, muito refinada e transparente. Além dos projectos Rambler.ru, SourgeForge, Github, o recente projecto SerBenfiquista, caso apresentado também neste encontro, acaba por convencer os presentes das virtudes desta solução. O António disponibilizou o link para a configuração do Drupal.

“Drupal performance: serbenfiquista.com” mostrou logo as suas garras! Segundo a Alexa, situa-se no top 50 de Portugal, é o maior site Drupal português, tem um perfil muito peculiar. A maioria dos utilizadores são registados, o que colocou desafios em termos de melhoria da performance. Este projecto tem duas virtudes e é efectivamente um caso muito interessante: primeiro porque se tratou de uma migração de um CMS pessoal para o Drupal de uma grande quantidade de nós e taxonomia. Segundo, porque colocou questões complicadas na performance e conseguiu em tempo recorde apresentar soluções muito boas.
A apresentação foi muito clara, com números, problema e forma de abordar a questão por partes e muito inteligente, tirando partido de cada vantagem. Escolha do módulo, servidor, configuração criteriosa, análise do padrão de uso e observação dos picos de uso do site. Um caso de estudo a revisitar e a replicar noutros projectos.

O painel de modelos de negócio no Drupal reuniu o Miguel Andrade da Neoscopio, o Zé Fernandes, a Cláudia com o Nodes e, espantem-se, toda a plateia que participou activamente. As ideias mais interessantes foram a de que vale sempre a pena jogar limpo e explicar as vantagens do open-source ao cliente, que o campo do Drupal é tão vasto que pode ser core de muitos negócios, sendo a criação de websites o menos “criativo”. Serviços de formação, hosting, assistência, personalização do Drupal para certos nichos, podem e são já o core de muitas empresas.

Ainda houve tempo para a Comunidade Drupal e o DrupalCamp. O DrupalCamp em Lisboa agendado para Março vai já arrancar com a criação do website para proposta de sessões e inscrições. O patrocínio da Trellon já está garantido, mas ainda poderão vir outros à liça. Para convidar membros da comunidade internacional e justificar a deslocação, o Camp será de dois dias e não de um. Pode incluir ou não 1 dia de formação de perfil “low cost”.

Por seu turno, a comunidade está fervilhante e cresce, o que não faz temer o risco tanto na organização do Camp como dos Meetups a vários planos geográficos. O grupo de Lisboa tem já sessões mensais, o do Norte estabelecerá brevemente a regularidade e formato dos seus encontros. Centro e Sul poderão eventualmente vir a organizar-se e a dinamizar também a comunidade localmente.


Drupal PT – O estado da comunidade

A terminar o encontro de Setembro da comunidade Drupal-PT, João Ventura lançou a discussão em torno do estado da comunidade e da definição de um roadmap para promover a divulgação do Drupal em Portugal.

Não apresento o registo áudio pois tratou-se mais de uma conversa que de uma apresentação propriamente dita.

Apresentação:



Nginx – Servidor web e aplicações para Drupal

A quarta intervenção do encontro de Setembro da comunidade Drupal-PT, por perusio, foi dedicada ao Nginx, um servidor web que tem demonstrado um grande crescimento em termos de adopção, rivalizando com o grande Apache. Foi a apresentação mais técnica da sessão e que não seguiu propriamente uma colecção de slides, mas antes foi saltando de caso em caso com o objectivo de ilustrar aplicações para Drupal.

nginx

Apresento então abaixo somente o registo áudio, com a promessa (bem intencionada) de colocar uma apresentação quando ocorra uma nova discussão sobre o tema.

Registo áudio: